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Na Santa Casa digital há mais capacidade de atendimento

Com servidores e infraestrutura de rede novos, Santa Casa da Bahia melhora gestão interna e ganha produtividade

Quanto tempo o paciente de um hospital filantrópico demora para ser atendido? A resposta varia de acordo com a localidade, horário, número de pessoas na fila, gravidade da queixa, etc. Mas para o paciente da Santa Casa da Bahia esta resposta é mais precisa. Após investir em uma nova infraestrutura de TI, o hospital pode dizer ao paciente que chegar à sua recepção quanto tempo ele levará para receber o primeiro atendimento, dependendo apenas do grau de complexidade da queixa.

Após a atualização da infraestrutura de rede e instalação de novos servidores, o hospital de 468 anos pode instalar novos sistemas de gestão hospitalar e corporativa e desenvolver aplicativos que melhoram a relação médicos-pacientes – com agendamentos de consultas e outros serviços.

Iniciado em 2015, o projeto operacionalizado pela Vortex, parceira da Cisco, atendeu ao complexo da Santa Casa da Bahia reúne o Hospital Santa Izabel, dois centros clínicos e uma clínica especializada, totalizando 549 leitos. Com 5,5 mil colaboradores, a instituição escolheu melhorar a conectividade e trocar os servidores pela plataforma Cisco UCS para suportar a nova versão do sistema de gestão ERP (enterprise resource planning), os bancos de dados e toda plataforma de business intelligence (BI).

A governança dos dados veio como consequência na nova infraestrutura. Conforme explica o CIO da Santa Casa, Carlos Nestor, a intenção de virar um hospital digital não foi o objetivo primário do projeto, mas ocorreu ao longo da implantação de novos servidores, switches de rede e de borda, e a criação de uma rede Wi-Fi, todos com tecnologia Cisco. “Ganhamos confiança para antecipar o plano de digitalização e conquistamos a certificação HIMSS 6”, conta Carlos Nestor.

Com esta certificação emitida pela Health Information and Management Systems Society (HIMSS), o complexo hospitalar da Bahia confirma a automatização de processos internos – com a adoção de prontuário eletrônico, tecnologias móveis, digitalização de exames e sistemas de inteligência. A associação certifica os hospitais por níveis, que variam de acordo com a tecnologia utilizada no seu dia a dia, em uma escala que vai de 0 a 7. O estágio 6 da HIMSS confirma que a instituição está no caminho certo para se tornar integralmente digital e conquistar a máxima excelência operacional.

Avançando na transformação digital, a nova infraestrutura também permite implementar sistemas e aplicativos que otimizam a operação do hospital – por exemplo os sistemas de aprovação de uso de material cirúrgico e o de rastreamento de medicamentos (incluindo armazenamento e aplicação) – e que potencializam o engajamento na relação médico-paciente, caso dos apps de agendamento de consultas e exames.

“Ganhamos dos dois lados. No desempenho operacional, porque conseguimos reduzir os riscos, e também com a satisfação do paciente, que agora sabe quanto tempo demandará o primeiro atendimento”, afirma o CIO. Como exemplo de aumento de produtividade, ele cita que o número de imagens radiológicas produzidas mensalmente saltou de 1,2 milhão para 1,8 milhão, graças às novas tecnologias de processamento e armazenamento implantadas.

Engajamento

“Os pacientes ficaram radiantes em ver como a tecnologia está sendo aplicada no atendimento“, diz o CIO. “Já o corpo médico abraçou a tecnologia e a mudança que a inclusão da inteligência trouxe ao processo”, completa.

Outra mudança resultante da nova infraestrutura é a capacidade de medição de desempenho do hospital, como o tempo de demora no atendimento, o giro de estoque e as compras. Com base nesses números, Nestor diz que a Santa Casa da Bahia pode se preparar para melhorar a gestão e usar os dados como referências para investimentos em tecnologia.

Alexandre Tagliari De Rosis, diretor executivo da Vortex, completa que “o hospital viu a necessidade de investir em uma nova infraestrutura de TI, especialmente no data center e na rede, para crescer, e agora já planeja novos investimentos, com foco em obter o nível 7 na certificação HIMSS, que avalia a recuperação de dados (disaster recovery).”

Do lado da Cisco, a expectativa é que o sucesso do projeto sirva como referência para outros hospitais. “Outros clientes da área de saúde também almejam se tornar digitais e a Santa Casa vai servir como exemplo nacional e internacional de transformação”, afirma Ana Carla Santana, gerente de contas da Cisco.

DIGITALIZAÇÃO NO HOSPITAL

  • Com nova infraestrutura, hospital elevou de 1,2 milhão para 1,8 milhão o número de imagens radiológicas mensais
  • A gestão de medicamentos permitiu que o inventário seja feito quatro vezes ao ano, garantindo maior controle sobre a compra e eventuais falta de medicamentos
  • Via aplicativo, o paciente sabe exatamente quanto tempo vai esperar para receber o primeiro atendimento médico. No futuro, também será possível agendar consultas e exames e receber alertas pelo celular.

"O paciente consegue saber exatamente quanto tempo vai esperar para receber o primeiro atendimento clínico, e o hospital diminui os riscos ao obter maior segurança na administração de medicamentos, com quantidade, horários e pacientes verificados digitalmente"

Carlos Nestor, CIO da Santa Casa da Bahia