Já tem uma conta?

  •   Conteúdo personalizado
  •   Produtos e suporte

Ainda não tem uma conta?

Criar conta

Sem medo de conectar

Com investimento de R$ 20 milhões, Vogel Telecom renova infraestrutura e integra redes metropolitanas, com intuito de alcançar escala e disponibilidade.

A Vogel investiu na implementação de backbone próprio, interligando as principais capitais. Com isso, a empresa deixará de utilizar a infraestrutura de terceiros para interligar suas redes metropolitanas - vindas da fusão, em 2015, das companhias SouthTech Telecom (RS), Avvio (SP) e Smart (SP).

A primeira etapa do projeto consiste em uma estrutura nacional interligando os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para isso, a empresa iluminou 4 mil quilômetros de fibra óptica em plataforma DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing), uma tecnologia que pode combinar dezenas de canais em uma única fibra, economizando fibras e equipamentos de transmissão.

As estruturas incluem equipamentos de alta performance para as conexões de longa distância. A nova rede terá capacidade de transmissão inicial de 5 Tbps, podendo chegar a 10 Tbps de tráfego no futuro.Na etapa posterior, a Vogel implementará a hierarquização de sua rede nacional utilizando roteadores fornecidos pela Cisco.

“Essa estrutura proporcionará reforço essencial para ampliarmos nossa capacidade de transporte e hierarquização da estrutura nacional”, explica Dênio Portella, CTO (Chief Technology Officer) da Vogel.

Para levar o plano de expansão adiante, o primeiro passo do projeto foi anlisar o ambiente de redes da Vogel Telecom. Para isso, a equipe de consultoria da Logicalis avaliou a arquitetura da rede em relação à tecnologia, aos processos e à estrutura.

Com base no diagnóstico, além de adotar de soluções para evolução tecnológica, a provedora recomendou investimentos e ações de melhorias focados em processos e estrutura da engenharia. O objetivo final é obter um backbone nacional, conectado através de roteadores de nova geração da Cisco, os NCS 5500.

“O projeto possibilitará uma oferta aderente às necessidades das empresas nos próximos anos, além de uma experiência adequada às expectativas dos clientes”, explica Portella.

Estamos no limiar de uma revolução significativa no mundo das telecomunicações em direção a um novo paradigma - obter orquestração da rede por meio da virtualização em nuvem. Nossa infraestrutura caminha para esta nova fase

Dênio Portella, CTO da Vogel

Jhuli Takahara, gerente de consultoria da Logicalis, comenta que o projeto privilegiou as soluções Cisco porque os equipamentos ampliam a capacidade de transmissão de dados (throughput) apenas com novas licenças de software, sem que seja necessária a troca de hardware. “A Vogel pode, por exemplo, subir a capacidade de 40 GB para 100 GB assim que necessário”, diz a executiva.

Com esta agilidade, a operadora acompanha o processo de digitalização dos negócios, que deve aumentar o tráfego de data center global e de nuvem pública e privada em mais de 25% ao ano, resultando em um aumento de três vezes em 2019, segundo o estudo Cisco Cloud Index.

Pensando no presente, a Vogel ganha vantagem competitiva, segundo Jhuli. A rede está pronta para a inovação, enquanto as operadoras tradicionais ainda precisam investir na atualização da infraestrutura e, para ganhar tempo e escala, contratam serviços da Vogel, diz Portella, para quem o retorno sobre o investimento (ROI) do projeto tem potencial para ocorrer antes do previsto: 2020.

“As empresas de telecomunicações enfrentam tempos cada vez mais difíceis à medida que a transformação digital reestrutura a paisagem da indústria. O setor se posiciona em segundo lugar nas fileiras que esperam uma interferência digital moderada ou pesada nos próximos anos”, diz Portella.

Ele reforça que a transformação digital não é apenas uma ameaça - é inevitável - além de oferecer para as empresas de telecomunicações a oportunidade de reconstruir suas posições de mercado, adequar soluções, sistemas de negócios e criar ofertas inovadoras para os clientes. “A transformação deve permitir que as operadoras de telecomunicações melhorem seus lucros em até 35%”, lembra, dizendo que algumas tendências impulsionam a necessidade de um novo paradigma de rede: mudança dos padrões de tráfego, aumento de serviços em nuvem, vídeo 4K, LTE e 5G e big data.