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Tecon suape moderniza infraestrutura de TI e telecom

A empresa, que opera terminal de contêineres de Suape, adotou telefonia IP, incrementou a rede para 10 Gbps e ativou sistema de gerenciamento da infraestrutura; Projeto desenvolvido pela QE2 não poupou sequer o data center

A Tecon Suape, empresa do grupo filipino ICTSI, é uma presença forte na logística brasileira. Assumiu o terminal de contêineres do porto pernambucano de Suape em 2001, após uma licitação para a instalação e operação do serviço por 30 anos. Com uma área de 380 mil m2, o terminal tem capacidade nominal para movimentar anualmente 680 mil contêineres de 20 pés, podendo chegar a uma capacidade de até 1,5 milhão de contêineres. Um perfil que exigia uma nova infraestrutura de comunicação, o que não estava acontecendo até novembro de 2014, quando a empresa resolveu rever os ambientes de redes, dados e de telefonia e migrou para a plataforma Cisco.

Até aquela data, apesar de contar com uma rede de fibra óptica para transmissão de dados, a plataforma de telefonia instalada era do tipo analógico. Ou seja, com pouca flexibilidade de operação. Um exemplo era a impossibilidade de ativação de ramais nas áreas mais distantes do terminal, em função da restrição do cabeamento telefônico padrão em cobre. Então, para mudar o cenário, a Tecon resolveu adotar uma nova telefonia – digital e de última geração – optando pela Cisco. Na concorrência, o projeto desenvolvido pela QE2 venceu players tradicionais do setor de telecomunicações e foi coroado com a instalação de uma central Business Edition 6000 (BE 6000).

Central telefônica

Resumidamente, a solução ativa as aplicações de comunicação unificada nos sistemas de servidores UCS, tudo isso dentro de um ambiente Cisco. Ao fazer a mudança, a Tecon aposentou um PABX obsoleto, e migrou para um novo cenário, onde as funcionalidades de telefonia passaram a ser coordenadas por software. Com o salto, os recursos aumentaram. As restrições deixaram de existir. O conceito de ramal fixo foi substituído pela flexibilidade de portabilidade do número e o funcionário pode ativar seu ramal no seu próprio celular ou smartphone ou em qualquer outro dispositivo, desde que autorizado pela administração da rede da Tecon. E mais: ele ganha vários serviços, como o de mensageria, pois a tecnologia da BE 6000 viabiliza a integração com e-mail, entre outras facilidades.

“Se um colaborador está em local sem rede de telefonia, a central telefônica consegue colocá-lo em comunicação com os outros, porque utilizamos a infraestrutura da intranet (rede de dados) para conectar qualquer novo ramal”, explica Diogo Santos, Supervisor de Infraestrutura da Tecon. O especialista, inclusive, descarta comparações com o sistema anterior analógico. “Mudou tudo e ganhamos inúmeras funcionalidades que não existiam.”

Complementarmente à BE 6000, a área de tecnologia da Tecon resolveu adotar novos aparelhos telefônicos. O dispositivo padrão para os colaboradores é o telefone IP Cisco 3905, que atende a todas as áreas do terminal de contêineres. Entre as funcionalidades do 3905 está a capacidade de atender – simultaneamente – até duas ligações e botões de navegação que podem ser operados a partir da tela monocromática. Apesar de IP, o modelo não “assusta” e tem design e forma de operação que não o diferenciam de um telefone tradicional.

“No caso da diretoria e dos gestores, optamos por telefones com mais funções, os modelos 8900 e 9900”, reforça Diogo Santos. Mais sofisticados, os aparelhos – também IP – possuem tela colorida de alta resolução, o que facilita a videocomunicação, além de sinalizações com luzes de LED de cores diferentes, para simplificar o gerenciamento, em caso de ligações simultâneas.

Arquitetura de Rede

A instalação da BE 6000 levou a outras modificações na infraestrutura de rede da Tecon, conta Tiago Lira, sócio responsável pela área comercial da QE2 Tecnologia, a integradora, parceira da Cisco em Pernambuco, que venceu o projeto. O processo envolveu a implementação de uma nova arquitetura de rede – em anel, o que aumentou a confiabilidade e a redundância da infraestrutura – e um aumento do throughput, ou capacidade, para um patamar de 10 Gbps.

Com a rede local (LAN) turbinada – e com a telefonia IP funcionando por meio desse canal de transporte – a área de TI da Tecon deu mais um passo na infraestrutura e optou por aprimorar o gerenciamento da malha utilizando a plataforma Prime, da Cisco. As funcionalidades primárias da solução incluem monitoração e resolução automática de problemas, gerenciamento das configurações e de auditorias e compliance, entre outros. O Prime também permite a geração de relatórios, detalhando o uso da telefonia, incluindo o rastreamento do usuário, comutação por porta e outros parâmetros importantes.

Toda essa mudança acabou respingando no data center da Tecon, que, em função da maior capacidade da rede local, foi inteiramente virtualizado e ganhou maior capacidade de armazenamento de dados, sem a necessidade de uma expansão física correspondente.

“Ganhamos no sistema de telefonia, na melhoria no fluxo da rede e no aprimoramento do data center”, resume Diogo Santos, da Tecon. Segundo ele, a comunicação é um fator fundamental no terminal de Suape. O especialista dá como exemplo a captura de informações dos contêineres, feito com coletores móveis, que transmitem os dados para uma central de controle. “Antes do redesenho de nossa infraestrutura, tínhamos muito atraso na transmissão, que nesse caso usa uma rede Wi-Fi. Hoje, até esse processo foi otimizado”, finaliza.