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Rodovias Conectadas

Ecorodovias adota nova solução para núcleo da rede e amplia capacidade de processamento de dados e informações

Todos os dias, a Ecorodovias – que administra o sistema Anchieta/Imigrantes e mais outras seis concessões rodoviárias, além da concessão do Porto de Santos e de 14 unidades logísticas para atender seus projetos – obtém dados como esses. E ainda administra dados das cobranças automáticas de pedágio, radares de velocidade e sensores para controle de tráfego. “Na verdade, temos de 15 a 20 sensores em cada pista de pedágio”, pontua Leonardo Moura, Coordenador de Infraestrutura de TI da empresa. Em razão disso, o volume de dados vem crescendo exponencialmente, mas, agora, Moura e sua equipe estão despreocupados e crentes de que atenderão o tráfego de informações da companhia. Como? Reestruturando o core da rede com tecnologia Cisco.

A Ecorodovias foi o primeiro cliente no Brasil a implantar o Cisco Catalyst Chassi 6807-XL Instant Access e todo o projeto de design, implantação e suporte foi realizado pela 3S Networks, parceira Cisco. Segundo Jonas Viana, Gerente Comercial da 3S Networks, as informações que vinham de uma determinada concessão demoravam até 3 horas para serem processadas. “Havia uma latência de comunicação a ser gerenciada no núcleo principal da rede, localizado em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo)”, lembra ele. Então, entendemos que o processamento dessas informações era demanda importante para o negócio da Ecorodovias. A proposta foi uma solução que diminuísse a latência, e ao mesmo tempo agregasse inteligência e maior capacidade de processamento dos dados.

Leonardo Moura, da Ecorodovias, lembra que a arquitetura de rede anterior já era baseada em equipamentos Cisco e atendeu perfeitamente durante vários anos de operação, numa estrutura onde cada andar do prédio administrativo tem o seu data center, e o Grupo Ecorodovias tem um data center principal, onde ficam consolidados os serviços corporativos como RH, contabilidade e TI.

“Tínhamos um core Cisco (3750), mas com o crescimento da empresa nos últimos anos, o alto tráfego levou a tecnologia ao limite e começamos a sofrer com gargalo de rede e perda de conexão”, diz. “Por isso, partimos à procura de uma solução, identificando o lançamento da série Cisco 6800 como a melhor opção”, completa.

O desafio, intervém Jonas Viana, foi atender de ponta a ponta a O desafio, intervém Jonas Viana, foi atender de ponta a ponta a necessidade do negócio da Ecorodovias e, paralelamente, proteger o investimento com previsão de arquitetura em Instant Access no futuro, para uplinks de 10 GB para 40 GB, e gerenciamento ainda mais efetivo, com solução 100% redundante e que garanta alta disponibilidade do núcleo da rede.

Outro desafio, segundo ele, era o risco de parada da estrutura coletiva durante a implantação da nova tecnologia. Para se ter ideia da criticidade, Leonardo Moura trabalha com índice anual de parada de no máximo 15 horas, previstas para manutenção ou ampliação do ambiente. “Como a solução tem redundância e é um equipamento de alta latência, que processava demais, havia o risco de interrupção do serviço. Algo que, se ocorre, impacta diretamente a atividade financeira da empresa, pois o Chief Commercial Officer (CCO) também para de ter a visão de quanto aquela concessão está faturando em pedágio, do volume de tráfego de carros naquele momento, das câmeras em tempo real de acesso à rodovia, etc. Ou seja, impacta diretamente nos negócios da concessionária”, diz Jonas Viana.

Para garantir o sucesso da operação e também da tecnologia adotada, Leonardo Moura e sua equipe fizeram alguns testes e também avaliaram a tecnologia da versão anterior, que já rodava em outras empresas no Brasil. “Confiávamos na marca por todo o histórico anterior na Ecorodovias e sabíamos que se tratava de uma tecnologia com potencial de crescimento muito alto, o que facilitaria a implementação e daria possibilidade de escalonar de acordo com o crescimento da empresa”, diz.

A instalação, feita pela 3S Networks, ocorreu em poucos meses: os estudos começaram em setembro de 2014 e a nova infraestrutura começou a rodar em janeiro deste ano. No processo, Moura revela, foi perceptível o preparo da equipe 3S Networks, que “soube conduzir muito bem a implementação”. “Buscamos a 3S Networks, com equipe qualificada, e decidimos manter a marca Cisco pela qualidade”, afirma.

A equipe envolvida no layout do projeto era formada por quatro pessoas, sendo três especialistas de pré-vendas e um gerente de contas. Para implementação, foram escalados mais dois engenheiros de campo e um gerente de projetos. “Para implantação de soluções Cisco, sempre trabalhamos com metodologia baseada nas melhores práticas do PMI (gerenciamento de projetos), e esse foi um dos diferenciais para a execução dos serviços da 3S Networks, tanto no que diz respeito à produção quanto ao sucesso da implementação”, avalia Jonas Viana.