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Aeroporto De Guarulhos Amplia Eficiência Com Nova Rede De Comunicação

Concessão exigiu investimento em inovação e aumento de eficiência; nova configuração da rede está preparada para suportar expansão pelos próximos 20 anos

O GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo – é o principal e o mais movimentado aeroporto do Brasil, localizado na cidade de Guarulhos (SP), há 25 quilômetros da capital paulista. É também o maior hub da América do Sul, com 114 destinos, sendo 58 internacionais. Diariamente, acontecem, em média, 830 pousos e decolagens, com movimento de 107 mil passageiros. A estrutura para passageiros é dividida em quatro terminais (TPS1, TPS2, TPS3 e TPS4), sendo o Terminal 3 tratado como um grande marco na infraestrutura aeroportuária do País. Inaugurado em 2014, para a Copa da Fifa, o TPS3 recebeu investimento aproximado de R$ 28 milhões somente em infraestrutura tecnológica.

Isso porque a privatização, em novembro de 2012, trouxe consigo algumas obrigações essenciais à modernização do terminal aeroportuário de São Paulo. “Tínhamos o compromisso de entregar um novo Terminal para a Copa do Mundo de 2014, totalmente informatizado e condizente com os 20 maiores Aeroportos do mundo”, conta o Gerente de Operações de TI do GRU Airport, Pedro Baleeiro.

Tecnologicamente falando, nenhum sistema era automatizado, o que resultava em limitações de segurança, controle da rede e, principalmente, comprometia o gerenciamento da rede. A infraestrutura herdada da antiga gestão Aeroportuária, com equipamentos descontinuados trabalhando em camada 2 somente, apresentava uma topologia obsoleta e com vários pontos de falha, segundo a equipe de TI.

“Entre as principais limitações destacavam-se a dificuldade de crescimento e de absorção das novas tecnologias do Aeroporto, além da incapacidade de admissões de falhas, o que nos causava várias indisponibilidades de serviços vitais para o Aeroporto”, diz o Gerente de Operações de TI do GRU Airport. Vários fornecedores participam do processo de seleção da nova tecnologia e composição da rede que suportaria o crescimento do GRU Airport a partir do momento da privatização. “Ao final, a Cisco se mostrou tecnicamente e comercialmente superior às demais”, conta Baleeiro. A solução apresentada, segundo ele, aderiu por completo às novas necessidades e estava alinhada com as perspectivas de investimento.

Automação

O projeto, cuja implementação demandou oito meses de trabalho, contou com forte empenho da equipe de TI do aeroporto, em especial do Coordenador de Telecomunicações, Teowaldo Monteiro, e do Especialista em Redes, Henrique Rogge (veja quadro), para, ao final, possibilitar a integração de diversas tecnologias de automação, desde computadores até sistemas mais complexos de controle de voo e check-in de passageiros. Todos os pontos com tecnologia PoE (Power over Ethernet) proporcionaram a instalação de dispositivos em qualquer localidade sem necessidade de instalação elétrica.

“A performance da rede como um todo melhorou significativamente e aumentamos a velocidade final de cada host em pelo menos 10 vezes e a velocidade de backbone em 4 vezes”, destaca Pedro Baleeiro, Gestor de TI do Aeroporto.

Com tecnologia Cisco e implementação da Medidata/Grupo Amper, a infraestrutura foi formada por switches Cisco Catalyst 6513E (Core), 6509E (Distribuição) e 3750X (1000 unidades, Acesso), além de gerência PRIME. O primeiro backbone entrou em operação em setembro de 2013 e o Terminal 3 de Passageiros passou a operar, com a nova tecnologia, em maio de 2014. Baleeiro destaca que o comprometimento da Medidata/Grupo Amper foi fundamental para o sucesso do projeto, com destaque para a gestão do projeto, o comprometimento com a entrega, o cumprimento dos prazos de entrega e o foco no cliente.

Arnaldo Carvalho, Gerente de Produto da Medidata/Grupo Amper, conta que a indicação da Cisco ocorreu porque a tecnologia atendeu aos requisitos de preço e, principalmente, funcionalidades. Entre elas, estavam as funções Multicast, VPLS (Virtual Private LAN Service), VSS (Volume Snapshot Service), portas de 1 Gbps e segurança inclusive para os clientes – empresas instaladas dentro do aeroporto que possuem duas, três ou mais pontos no aeroporto. “Ou seja, precisávamos permitir ao cliente fechar uma rede dentro da própria rede de Guarulhos”, reforça o executivo. A atual infraestrutura do Aeroporto tem capacidade para trafegar até 40 Gbps.

Equipe colaborativa

O projeto prevê a instalação de 24 mil portas de acesso, sendo 18 mil já instaladas e 14 mil em uso. “Temos ainda a necessidade de trocar a rede legada H3C nos terminais 1 e 2 e no terminal de cargas, um projeto previsto para o final de 2015”, acrescenta Baleeiro. A rede suporta toda a parte de carga, o edifício garagem do aeroporto, o data center e o prédio administrativo.

O gerente de TI do GRU Airport destaca que a Cisco teve participação especial no projeto, apresentando casos de sucesso em aeroportos com o mesmo perfil do GRU, “Este é o nosso maior caso de sucesso de aeroportos na América Latina”, afirma Gerson Orlando, Executivo de Contas da Cisco do Brasil. A tecnologia, segundo ele, permite escalar experiências diferenciadas inclusive em aplicativos baseados em analytics para, não apenas melhorar a informação apresentada ao passageiro, como também à companhia aérea, com custos operacionais mais atrativos.

A fabricante também apresentou soluções e inovações tecnológicas para aeroportos que podem ser acopladas à solução adquirida pela GRU Airport. Além da instalação, o projeto inclui o contrato de operação assistida e suporte técnico, pela Medidata/Grupo Amper, por três anos – entre 2013 e 2016, na primeira etapa –, mais dois anos a critério do GRU Airport.