Annual Report 2001

Conversation With Cisco Management - Potuguese


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Dados os dramáticos desafios enfrentados pela indústria neste ano que passou, a Cisco entende que existem muitas perguntas a respeito de nossa estratégia para liderar a economia Internet. Assim, gostaríamos de aproveitar a oportunidade para abordar algumas dessas questões com respostas de John Chambers, presidente e diretor geral; Larry Carter, vice-presidente sênior e diretor financeiro; Mario Mazzola, vice-presidente sênior e diretor de desenvolvimento; Rick Justice, vice-presidente sênior de operações mundiais; e James Richardson, vice-presidente sênior e diretor de marketing.

P. Os clientes continuam a acreditar nos benefícios da Internet?

R. John Chambers: Se tivessem me perguntado isso há três anos, eu teria dito que a maioria dos executivos nas empresas e no governo viam o investimento em tecnologia como despesa, com pouco entendimento das melhorias de produtividade que resultam de um aumento desse investimento. Hoje, o oposto é verdadeiro. Eu acho que a grande maioria dos executivos nas empresas e no governo por todo o mundo entendem o potencial das implicações de produtividade, lucratividade e padrão de vida que oferecem as aplicações baseadas na Internet. Isto posto, os clientes não gastarão tanto dinheiro em uma área qualquer durante períodos de redução do crescimento econômico como aconteceria em períodos normais. Acredito que nossa indústria está presa a gastos de capital e crescimento econômico em bases mundiais, mas, como já afirmei, as lideranças compreendem plenamente os benefícios que essas aplicações podem trazer, independentemente da indústria ou localização geográfica.

P. Você pode descrever o retorno das aplicações baseadas na Internet?

R. John Chambers: A Cisco continua sendo a melhor referência mundial em como usar aplicações baseadas na Internet através de toda uma organização. Essas aplicações serão lançadas em fases, primeiramente por toda a empresa, depois por áreas funcionais, departamentos e a nível individual ou de pequenos grupos. A adoção dessas aplicações ocorrerá em todos os setores industriais, incluindo aqueles tão distintos como saúde, transporte, seguros, varejo e agências governamentais. Enquanto as aplicações podem variar, as melhorias de produtividade resultantes são extremamente consistentes.

Um exemplo é a General Electric, que estima uma economia de $1,6 bilhão em melhorias de produtividade interna como resultado do uso da Internet. Este ano, ela planeja gastar $3 bilhões em tecnologias da informação (TI), num esforço para "digitalizar todos os aspectos da empresa", o que representa um aumento de 12 por cento, em relação ao ano passado, no seu orçamento para TI. Da mesma forma, a Baxter International Inc., uma empresa mundial de produtos e serviços médicos, está usando a Internet para atingir excelência operacional. A Baxter acredita que economizará $40 milhões em 2001, um aumento de 33 por cento em relação ao ano fiscal de 2000, a partir de uma iniciativa voltada ao fornecimento estratégico, possibilitada em parte por aquisição eletrônica. A empresa também espera economizar $8 milhões em custos de transporte graças à Internet. Nada disto seria possível sem a força da tecnologia da Internet.

P. Você ainda está confiante em seus sistemas internos e aplicações?


R. Larry Carter: A informação que nossos sistemas nos fornecem diariamente é essencial para o funcionamento de nossos negócios. Embora nenhum sistema jamais tenha sido construído para servir de modelo em caso de crise econômica como a que experimentamos recentemente, possuir a informação em tempo real nos permitiu tomar decisões rápidas e efetivas. Nossa habilidade em alavancar estrategicamente nossos sistemas para seguir adiante é a chave para a sustentação de nossa vantagem competitiva.




P. O que faz uma ótima equipe de liderança?

R. John Chambers: Eu vejo minha função como presidente e diretor geral na Cisco com três responsabilidades principais: a primeira é determinar, com a equipe de liderança, a estratégia da organização; a segunda é desenvolver e fazer crescer a equipe de liderança para implementar aquela estratégia; e a terceira é conduzir a cultura da organização. Um grande líder tem uma diversidade de experiências e de conhecimentos, juntamente com a capacidade de trabalhar em equipe de forma bem sucedida numa grande organização.

O trabalho de equipe é fundamental e, embora um saudável dar e receber seja importante para chegar às melhores soluções, acredito que, uma vez tomada a decisão, todos nós trabalharemos juntos em direção a objetivos comuns. Estou bastante orgulhoso da seriedade e do fôlego dos executivos da Cisco. Continuaremos a desenvolver nossa equipe de liderança e a fazê-la crescer,através de promoções internas e contratações externas, este ano e no próximo.

P. Os serviços respondem hoje por uma grande e crescente parte dos negócios da Cisco. Você pode falar mais a respeito?

R. Larry Carter: Descobrimos que há uma relação direta entre a qualidade de nossos serviços, a satisfação do cliente e o quanto nossos clientes investem em nossas ofertas de serviços. Nosso negócio de serviços praticamente dobrou quando comparado com o ano anterior e fatura atualmente vários bilhões de dólares, com margens brutas superiores a 60 por cento. No ano fiscal de 2001, aproximadamente 12 por cento da receita da Cisco, ou $2,7 bilhões, foram gerados por suporte, serviços profissionais e diversas outras receitas de serviços. Nosso objetivo em serviços é aumentar a satisfação do cliente, a absorção tecnológica e a lucratividade da Cisco a longo prazo. À medida que os serviços crescem como um percentual de nossos negócios, acreditamos que irão se tornar um segmento previsível da receita da Cisco.

P. Que novas tecnologias são as mais promissoras para a Cisco e seus clientes?


R. Mario Mazzola: Novas aplicações e modelos de negócios requerem um investimento em infra-estrutura para criar as condições certas para uso empresarial e pelo cliente em larga escala. Chamamos isso de mercados furacão, que podem ser descritos como uma adoção rápida de produtos de ponta por mercados progressivamente maiores.

Ainda estão ocorrendo mercados furacão. A capacidade da Cisco para aproveitar essas oportunidades resulta de nosso conhecimento da Internet e de sua língua franca: o protocolo Internet (IP). O IP é a arquitetura básica para redes e o principal agente perturbardor da Internet. O IP não somente ativa serviços e transforma aplicações, mas também impõe requisitos diferentes na infra-estrutura básica de transporte de uma rede. Isso abre as portas para várias oportunidades de mercado para a Cisco hoje, assim como para novas tecnologias que a Cisco pode aproveitar no futuro. Tecnologias como as redes privadas virtuais (VPNs, do inglês) na Internet e redes privadas IP redefinirão como as empresas e os clientes vão acessar a Internet e de forma muito mais eficiente com relação a custos. A Internet sem fio trará a riqueza do conteúdo da Internet aos usuários móveis. O mundo do vídeo streaming também será aprimorado pelo uso de redes de distribuição de conteúdo (CDNs, do inglês) que irão transportar com eficiência vídeos através da Internet.

P. Como a Cisco se mantém à frente na onda da inovação?

R. Mario Mazzola: Os clientes são a nossa prioridade número um. A Cisco se mantém à frente na onda da inovação através da combinação de recursos de engenharia, parcerias e tecnologia que adquirimos a nível mundial . Esta abordagem híbrida nos permite criar rapidamente aplicações novas, modelos empresariais e infra-estruturas que nos darão uma vantagem competitiva. Na Cisco, nós mantemos um equilíbrio cauteloso entre essas áreas para garantir produtos da melhor qualidade nos mercados que atendemos.

P. Com sua nova estrutura, que organiza o departamento de engenharia por grupos de tecnologia e não de área de negócios, terá mudado seu compromisso para com os segmentos-chave de clientes -corporativos, comerciais, e provedores de serviço?

R. John Chambers: Esta reorganização praticamente copia a maneira como nossos clientes estão atualmente tomando suas decisões empresariais. Hoje, nossos clientes querem uma arquitetura de produto consistente através de todas as suas redes integradas: uma combinação transparente de suas intranets, suas redes de provedores de serviço, suas redes comerciais e a Internet. Nossa estrutura por área de negócios nos serviu bem nos últimos quatro anos e meio, período em que crescemos de $6 bilhões a mais de $22 bilhões em faturamento. Contudo, estávamos começando a experimentar uma sobreposição de produtos, o que nos tornava menos eficientes do que eu gostaria no compartilhamento de recursos e inovações através de nossa ampla organização de engenharia.

Como resultado, mudamos para uma estrutura que otimiza a capacidade da Cisco em fornecer uma Rede de Redes transparente. Com essa nova organização, nossos três segmentos de clientes permanecem essenciais para nosso sucesso futuro e permanecerão o enfoque principal por toda nossa empresa. Conselhos de negócios foram formados para cada segmento de clientes, cada um deles liderado por um vice-presidente sênior com grande experiência para assegurar esse enfoque. No futuro, estou certo de que nossas áreas de negócios corporativa e de provedores de serviço flutuarão anualmente e de acordo com as tendências da indústria, como tem ocorrido nos últimos anos. O que é difícil prever é se nossos clientes corporativos vão preferir construir suas próprias redes ou terceirizar suas necessidades para um provedor de serviço. Em qualquer caso, acredito que a Cisco está em posição de fornecer as duas soluções. Nosso objetivo é ser o número um do mercado em todos os três segmentos, à medida em que avançam para a integração de redes de dados, voz e vídeo.

P. Quando você visita clientes, você acha que eles permanecem confiantes no investimento na Internet?


R. Rick Justice: Sim, eu acho. A partir da minha experiência com clientes do mundo todo, as companhias continuam a ver a Internet como uma ferramenta para uma melhor comunicação, para se tornarem mais eficientes e produtivas, e para melhor servir seus clientes. As empresas entendem que a Internet está se tornando rapidamente uma parte integral da condução de negócios, o que é uma verdade para empresas de todos os tamanhos. Dois terços das empresas pequenas agora possuem acesso à Internet e muitas firmas menores estão se engajando no e-commerce e e-service. Ainda mais importante, os clientes estão vendo o benefício substancial do aumento da produtividade que resulta da integração da Web em suas operações de negócios. Um relatório de 2001 do Federal Reserve Bank de Nova York afirmou que as indústrias que investiram mais em tecnologia da informação no início dos anos 90, experimentaram os maiores ganhos de produtividade no final dessa mesma década. Esse tipo de benefício tangível dá confiança às companhias de que a Internet ainda é um investimento inestimável.

P. Como a Cisco mantém seu espírito empresarial?


A. James Richardson: A inovação, o espírito empresarial e a tomada calculada de riscos nos negócios sempre foram a marca da cultura da Cisco. Neste espírito, continuamos a cultivar e recompensar as pessoas inovadoras dentro da empresa. Os programas da Cisco -Distinguished Engineer, Cisco Fellow e Pioneer Technology Award- promovem o espírito empresarial que tem sido a raíz do sucesso de nossa empresa. Os programas Distinguished Engineer e Cisco Fellow foram desenvolvidos como uma forma de reconhecimento das contribuições de funcionários técnicos essenciais, permitindo-lhes determinar e influenciar a direção técnica da companhia, ao mesmo tempo em que os encoraja a transmitir essas evoluções para a indústria de forma geral.

O espírito inovador da Cisco resultou, com o passar do tempo, no desenvolvimento de tecnologias-chave de Internet, tais como tecnologias IPv6, qualidade-de-serviço (-QoS, do inglês) sobre IP, Multiprotocol Label Switching (MPLS), Dynamic Packet Transport (DPT) e dados-sobre-cabo (data-over-cable). O programa Pioneer Technology Award reconhece as contribuições das equipes de engenharia que conduzem o desenvolvimento de produtos inovadores e tecnologias centrais a um novo nível de excelência. Os vencedores do ano incluem as equipes que desenvolveram o Roteador de Internet Cisco 12400, nossas tecnologias VoIP, líderes da indústria, e a inovadora memória CAM (do inglês Ternary Content-Addressable Memory), que permite roteamento e comutação de alta velocidade. Os acionistas estão convidados a visitar nosso site sobre Inovação em www.cisco.com/go/innovation para saber mais a respeito.

P. Qual é a sua visão do futuro da economia Internet?

R. John Chambers: Nossa confiança na oportunidade de mercado é construída sobre o impacto contínuo da Internet na produtividade. É preciso ainda muito trabalho até que cada companhia seja uma e-company e a maioria dos países sejam e-countries, com infra-estruturas virtuais em rede. Mas acreditamos que os ganhos de produtividade de longo prazo resultantes desse processo são o elemento mais importante para a competitividade futura de uma empresa e para o padrão de vida de um país.

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