Sobre o Banco do Brasil S.A.
O Banco do Brasil S.A. é uma das mais antigas instituições financeiras da América Latina. Com mais de 74 milhões de clientes, o banco impulsiona desenvolvimento social e econômico.
Trabalhando em estreita colaboração com a Cisco, o banco fez, com êxito, a migração da rede
O Banco do Brasil S.A. é uma das mais antigas instituições financeiras da América Latina. Com mais de 74 milhões de clientes, o banco impulsiona desenvolvimento social e econômico.
As redes de data centers do Banco do Brasil precisavam ser reformuladas para substituir a rede antiga e eliminar desafios, que incluíam:
O banco padronizou as redes em quatro estruturas distintas usando um conjunto de soluções de data centers da Cisco. Com o modelo operacional Nexus One, a equipe aumentou a visibilidade, simplificou a solução de problemas e unificou as operações de data center:
Redução do tempo de provisionamento de infraestrutura de 72 horas ou mais para apenas 5 minutos usando automação de autoatendimento.
Eliminação da perda de dados em transações de alto volume, reduzindo as interrupções por limites de tempo excedido em aplicações bancárias importantes.
Redução de 40% no consumo de energia da rede, reforçando a posição do banco como uma das empresas mais sustentáveis do mundo.
Sendo uma das maiores instituições financeiras da América Latina, o Banco do Brasil sustenta um vasto ecossistema, com mais de 74 milhões de clientes, mais de 10 mil filiais e pontos de atendimento e 86 mil funcionários. Há mais de dois séculos, o banco tem sido um pilar da economia brasileira, mas a infraestrutura de rede antiga tornou-se, gradualmente, uma barreira para a agilidade digital.
A arquitetura de rede do banco usava switches tradicionais com gerenciamento descentralizado, em que as alterações de configuração eram manuais e suscetíveis a erros humanos. Esse ambiente antigo sofria com gargalos de produtividade e problemas de escalabilidade, e a equipe de rede do banco tinha dificuldade de atender às demandas do negócio.
“A arquitetura de rede antiga limitava nossa capacidade de responder com a agilidade exigida pelo negócio, tornando mais demorada a implementação de serviços”, afirma Ana Carolina de Oliveira Christofaro, gerente de equipe de TI do Banco do Brasil. "Os tempos de processamento mais longos dos provisionamentos e a visibilidade limitada aumentavam o esforço operacional e prolongavam os ciclos de solução de problemas."
Para reverter essa tendência e continuar a se consolidar como líder em serviços financeiros orientados por tecnologia, o banco precisava migrar de um modelo de rede centrado em hardware para uma arquitetura definida por software. O banco precisava oferecer automação avançada, otimizar a integração CI/CD e utilizar telemetria em tempo real.
Modernizar a rede de data centers de uma instituição financeira nacional importante é como trocar as asas de um avião em pleno voo. O banco iniciou um projeto de grande porte de dois anos para migrar para Cisco ACI, utilizando os mais recentes switches Cisco N9000, e implementando quatro estruturas distintas nos ambientes de produção, não produção, hospedagem e Big Data. A reformulação da infraestrutura abrangeu mais de 40 mil máquinas virtuais, 120 mil endpoints e 400 dispositivos de rede.
A restrição determinante do projeto foi denominada desafio antifrágil: a equipe precisou criar o novo ambiente de rede do zero e migrar todas as aplicações sem violar o rigoroso contrato de nível de serviço (SLA) de 99,9% de disponibilidade. Qualquer período de inatividade poderia resultar em perdas financeiras significativas e danos à reputação. Para administrar essa complexidade, o Banco do Brasil trabalhou em conjunto com a experiência do cliente (CX) da Cisco e uma parceira, a NTT Data.
Adotando uma metodologia ágil, a equipe conjunta executou 34 sprints e produziu mais de 300 documentos técnicos para orientar a transição. A migração exigiu intensa coordenação, envolvendo mais de 500 profissionais de TI e centenas de janelas de manutenção. Muitas dessas janelas ocorreram após a meia-noite, com mais de 100 profissionais trabalhando simultaneamente para garantir uma execução precisa. "Utilizamos mais de 200 janelas de manutenção durante esse projeto de dois anos, sem qualquer impacto nas operações do banco", destaca Lilian Beti de Lara, analista de TI. "Foi um grande feito." Christofaro acrescenta: "A presença de cinco engenheiros e dois arquitetos da Cisco CX, integrados à equipe do banco, foi fundamental. Eles ajudaram em tudo, desde a validação do projeto até a documentação e a criação de scripts para automação."
A transição para Cisco ACI alterou radicalmente a cultura e a velocidade operacional do departamento de TI do Banco do Brasil. Ao aproveitar os recursos de automação do Cisco ACI e a visibilidade unificada do Cisco Nexus Dashboard como modelo operacional local para o Nexus One, a equipe transformou a rede, antes vista como gargalo, em uma plataforma com foco em serviços.
O impacto mais imediato foi na velocidade. O tempo para provisionar recursos de rede para a ativação de novos servidores caiu de 72 horas para apenas 5 minutos. Essa mudança foi feita pelo portal de autoatendimento, que permite que os desenvolvedores solicitem e implementem automaticamente a infraestrutura, sem a necessidade de intervenção manual de um engenheiro de rede.
Essa eficiência redefiniu a função da equipe de rede. "Agora, todos conhecem a Cisco ACI", explica Christofaro. "As pessoas dizem: 'Você mudou minha vida, mudou a minha forma de fazer negócios.'" Livres das tarefas repetitivas de configuração manual, os engenheiros de rede puderam evoluir para consultores de infraestrutura, trabalhando de forma similar aos desenvolvedores e utilizando manuais do Ansible e ferramentas de automação, para melhorar proativamente o ambiente, em vez de atender reativamente aos tíquetes de problema.
A estabilidade também melhorou radicalmente. Desde a implementação da Cisco ACI, o ambiente tem se mantido muito estável, permitindo que a liderança se concentre no crescimento estratégico e não no controle de danos.
Além da agilidade operacional, a modernização com a Cisco ACI trouxe melhorias mensuráveis no desempenho, resiliência e redução de risco. Nos picos de processamento, o ambiente antigo apresentava perda de pacote intermitente, o que poderia afetar o comportamento da aplicação e dificultar a solução de problemas.
Com a produtividade e a confiabilidade maiores da estrutura da Cisco ACI, a nova infraestrutura eliminou a latência no processamento de transações no ambiente de data center, ajudando aplicações bancárias importantes a processar volumes mais elevados de transações com menos interrupções por limites de tempo excedidos e maior consistência geral. De acordo com Marcos Lelis de Freitas, gerente de soluções do Banco do Brasil: "Essa evolução demonstra a importância de uma arquitetura de rede preditiva e robusta para apoiar o avanço contínuo dos serviços digitais do banco."
A velocidade também é essencial para o ecossistema de pagamentos instantâneos do Brasil, inclusive para o PIX. Com a nova infraestrutura, a latência no processamento de transações reduziu consideravelmente, proporcionando uma experiência do cliente mais rápida e previsível, ajudando o banco a se manter alinhado às expectativas de desempenho dos pagamentos instantâneos.
Além disso, o projeto reforça a posição do Banco do Brasil como um dos bancos mais sustentáveis do mundo. A consolidação do hardware e a implementação dos mais recentes equipamentos Cisco Nexus com eficiência energética, a nova infraestrutura de rede alcançou uma redução de 40% no consumo total de energia, em comparação com a implantação de rede antiga. Isso se alinha perfeitamente à missão do banco de promover o desenvolvimento econômico e os benefícios sociais e ambientais.
Visando o futuro, a prioridade estratégica do Banco do Brasil é direcionar as iniciativas para a observabilidade de ponta a ponta. O objetivo do banco é ampliar de forma progressiva o uso do Cisco Nexus Dashboard, fortalecendo a capacidade de analisar e entender o comportamento da rede, migrando aos poucos de um modelo predominantemente reativo para abordagens mais proativas e preditivas.
A iniciativa concentra-se em ampliar a visibilidade, aprimorar a consistência dos dados e aproveitar melhor os dados de telemetria já disponíveis no ambiente da Cisco, estabelecendo uma base sólida para o amadurecimento contínuo da observabilidade da rede para aumentar a consciência operacional e apoiar tomadas de decisão mais fundamentadas, em conformidade com os princípios de administração e controle do banco.
A infraestrutura de rede modernizada também estabelece as bases para avanços futuros relacionados à inteligência artificial. O Banco do Brasil acompanha de perto as iniciativas voltadas à aplicação da IA na administração, nas operações e no monitoramento da rede, à medida que se tornam tecnicamente maduras e alinhadas às necessidades operacionais da instituição.
"A parceria com a Cisco nos ajudou a modernizar nossa infraestrutura de data center e aprimorar os recursos de rede para apoiar o crescimento digital contínuo do banco. Com as atualizações recentes, preparamos a base para a IA, capaz de suportar cargas de trabalho tanto tradicionais quanto de IA, à medida que a demanda por dados vindos de aplicações em nuvem, IA e ambientes de Big Data continuará a crescer nos próximos anos.", conclui Christofaro.
O ambiente modernizado do banco também se alinha à abordagem do Cisco Nexus One de operações unificadas, proporcionando às equipes uma base mais sólida para observabilidade e inovação futura.
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