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Servidores UCS suportam comunicação M2M e IoT da Getrak

A empresa tinha o desafio de expandir plataforma de internet das coisas (IoT), mas esbarrava na falha da comunicação entre o software e a infraestrutura de servidores

A Getrak – referência internacional em tecnologia e infraestrutura para IoT com foco em carros conectados e empresas de rastreamento – adquiriu servidores Cisco UCS para melhorar a comunicação entre seus três data centers.

O projeto, que teve a parceria da integradora ForceOne, foi iniciado em 2015 e demandou oito meses de trabalho, com foco em aumentar a velocidade de sincronismo entre os data centers da Getrak e a entrega de informações aos clientes.

O primeiro desafio era a sincronização dos dados captados pelos sensores com os três data centers da Getrak. Paulo Nascimento, diretor de operações da empresa, explica que, em muitos dos casos, era necessária uma intervenção manual feita por uma equipe especializada.

No modelo de negócios da Getrak, os dados são gerados por diversos tipos de dispositivos e sensores conectados de smart cities, casas conectadas e assets móveis, recebidos, processados e transmitidos para o cliente em tempo real.

Para resolver o problema de sincronismo com os data centers, a Getrak e a ForceOne elaboraram uma prova de conceito dedicada, inicialmente, a escolher uma nova plataforma de banco de dados. Após seleção do Cassandra – banco de dados mantido por desenvolvedores da fundação Apache e colaboradores de outras empresas –, as duas companhias se debruçaram, por seis meses, na busca por servidores com características e funcionalidades alinhadas com a oferta de software como serviço (SaaS – software as a service), base da oferta da Getrak.

“Os servidores Cisco UCS apresentaram maior aderência ao projeto, tanto em capacidade de processamento como em controle de rede”, diz Nascimento. Nove novas máquinas completaram o parque de 30 servidores, com a função de suportar o banco de dados, segundo o executivo.

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Sem atraso

O executivo destaca a necessidade das informações chegarem em tempo real para emitir as respostas de volta para os dispositivos. Uma parte desses dados são de localiza- ção e outra varia de acordo com o que está sendo monitorado, podendo registrar, no caso de veículos, a rotação de motor, frenagem brusca, etc. Já a devolutiva é feita em forma de comando. “Por exemplo, se um veículo está sendo roubado, bloqueamos a ignição dele”, explica Nascimento.

Apesar de ainda não ter métricas para diagnosticar o sucesso do projeto, Nascimento afirma que já é possível notar ganho no desempenho da solução e, principalmente, redução no atraso da comunicação entre os dispositivos conectados, data centers, banco de dados e plataforma.

Após a implementação dos servidores Cisco UCS, a Getrak trabalha em tempo real com praticamente zero de atraso no sincronismo das informações. “A nossa infraestrutura hoje é replicada nos três data centers e o cliente pode acessar os dados sem problemas”, diz.Outra vantagem do projeto foi a liberação da equipe antes dedicada a cuidar do sincronismo da infraestrutura. Como a tecnologia adotada é mais robusta e automatizada, esse pessoal hoje trabalha em melhorias do sistema.

“A Getrak precisava de uma performance muito alta, com alta disponibilidade e baixa latência”, diz Erik Fonseca, diretor da ForceOne. Para ele, esse era o maior desafio do projeto e a solução da Cisco trouxe as características necessárias para o seu cliente.

Novos horizontes

Nascimento, da Getrak, conta que a empresa passou a atuar no mercado internacional em 2015, já alcançando outros 10 países. Na avaliação dele, a expansão não seria possível sem os novos servidores. “O mercado externo pede funcionalidades diferentes das oferecidas no Brasil”, diz.

Como novidade, a Getrak desenvolve um produto que incorpora funções de big data e analytics, que vão explorar os diferenciais dos servidores Cisco UCS.

A expectativa é que a nova infraestrutura suporte a expansão dos negócios da Getrak pelo menos até o final de 2017. “De todo modo, a estrutura foi criada para permitir o crescimento horizontal e, caso seja necessária maior capacidade, só precisamos agregar mais servidores”, finaliza.

"Os servidores Cisco UCS apresentaram maior capacidade de processamento e controle de rede"

PAULO NASCIMENTO, DIRETOR DE OPERAÇÕES DA GETRAK