O Programa Cisco Networking Academy tem sido chamado de o maior programa de e-learning do mundo. Mais de quinhentos mil estudantes de 154 países recebem o mesmo treinamento graças ao esforço e dedicação de quase 25 mil instrutores. Referindo-se ao valioso trabalho destes instrutores na proposta e-learning do Programa, Kevin Johnston, líder do grupo de treinamento de instrutores de World Wide Education, reflete.
Quais são as principais vantagens e desvantagens do e-learning em comparação com o modelo tradicional de educação? Kevin: Provavelmente, as principais vantagens estão no costume de utilizar diferentes tipos de meios eletrônicos. Entre as principais desvantagens estão os instrutores que pensam que por se tratar de e-learning, não têm que trabalhar tanto. Mas, com o e-learning os instrutores ainda realizam um papel interativo na sala de aula e isto requer que eles estejam tão envolvidos no processo educativo quanto numa sala de aula tradicional.
O e-learning é sinônimo de educação à distância? Se não for, quais são as diferenças? Kevin: Não consideramos que o e-learning seja o mesmo que educação à distância. Consideramos que o e-learning é o uso de meios eletrônicos que auxiliam no processo educativo. Certamente existem componentes no e-learning que também são utilizados na educação à distância, mas existem muito mais coisas no e-learning do que somente colocar os componentes deste tipo de ensino na internet.
Recentemente, temos ouvido o termo "blended learning", O que significa este termo? Kevin: No contexto do Programa Cisco Networking Academy significa entregar uma parte dos cursos na sala de aula à distância e outra parte na sala de aula tradicional. É uma mistura de estrutura presencial e à distância.
Qual é a maior contribuição do Programa para as academias e para os instrutores que lecionam? Kevin: Possivelmente, uma das maiores contribuições é termos a possibilidade de desenvolver mais e melhores ferramentas educativas. Podemos trabalhar em um ambiente global com os instrutores e obter feedback de várias regiões e, desta forma, tentar integrar diferentes tecnologias oriundas destas regiões em uma solução global aplicável em todas Academias do Programa.
Qual é o maior desafio para os educadores de e-learning no mundo? Kevin: Talvez o maior desafio para os educadores, particularmente naquilo que nós fazemos, sejam as constantes mudanças na tecnologia. Você não pode ficar sentado e esperar: temos que atualizar o conhecimento constantemente, tanto do conteúdo como das ferramentas que entregamos aos Instrutores para ensiná-lo.
Quais seriam seus três conselhos mais importantes para os Instrutores? Kevin: O primeiro seria manter suas habilidades em dia. O segundo, monitorar constantemente aquilo que está se passando na indústria. Não trocamos tecnologias porque queremos. Procuramos as tendências que prevalecem no mercado e as proporcionamos aos estudantes. O terceiro seria que tivessem certeza que seus estudantes dispõem de tempo suficiente para praticar no laboratório. Já vimos que os estudantes que passam maior tempo com o equipamento são os que mais se beneficiam.
De que você está mais orgulhoso na história do Programa? Kevin: Estou muito orgulhoso do impacto que tivemos nos estudantes, nas comunidades e nas sociedades mais carentes. Temos conseguido causar um impacto em muitos estudantes, de forma nunca imaginada. É muito fácil para nós causar um impacto nos Estados Unidos ou Europa ocidental, porém nas regiões onde estamos chegando é muito agradável ver o impacto que estamos obtendo em estudantes que careciam de acesso a este tipo de oprtunidades.