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Plataformas Digitais

Plataformas Digitais: a conversão de serviços para Cloud Computing

O desafio de casar agilidade e inovações sem perder o controle com relação a segurança, regulamentação e compliance

Por Marcelo Moreira*

A indústria de finanças vive um momento extremamente interessante. Apesar de sempre ocupar uma posição de destaque na vanguarda tecnológica, dificilmente, em outro período da história, empresas do setor se depararam com tantos desafios e oportunidades trazidas pelos recursos computacionais quanto agora. Sim, estamos falando de transformação digital.

Obviamente, o movimento de digitalização da economia atinge todas as indústrias. Talvez nenhuma outra vertical de mercado tenha entrado nesse jogo de forma tão intensa, a ponto de ter-se criado uma terminologia específica para denominar startups inovadoras que buscam seu espaço: Fintechs.

Essa, aliás, é apenas uma das facetas trazidas pela onda da transformação digital do setor financeiro. Há elementos como Blockchain, Bitcoin, wearable Payment, segurança biométrica, sensores de IoT e tantos outros conceitos que se materializam nesse momento, permitindo a criação de plataformas digitais por empresas tradicionais e entrantes nessa disputa.

Se de um lado, há o desafio de transformar tudo isso em algo viável, de outro, existe a certeza de que novos serviços podem ajudar empresas a atingirem um mercado consumidor gigantesco.

O grande ponto é que explorar essas oportunidades, ou responder a pressões que surgem, demandará um olhar atento e uma estratégia certeira por parte das instituições financeiras. Essa postura não se restringe a criar produtos ou novos serviços para os consumidores, mas adotar uma estratégia tecnológica correta que permitirá aos bancos, seguradoras e financeiras seguirem esse caminho desde a retaguarda até o contato com os clientes.

E é justamente aí que se reforça a importância da tecnologia e processos robustos que garantirá seguir o caminho sem percalços. A nuvem vira um agente da transformação, habilitando novos modelos de negócio mais ágeis e a criação da plataforma que garantirá a entrega de soluções digitais.

Porém, no caso da indústria de finanças, é preciso casar agilidade para a entrega de inovações sem perder o controle com relação a segurança, regulamentação e compliance. Assim, uma abordagem de nuvem precisa ser capaz de garantir a orquestração de múltiplos ambientes, fazendo com que cada serviço ou processo explore o que há de melhor, seja no data center próprio seja em uma nuvem privada ou pública.

Podemos então afirmar que a nuvem é um pilar fundamental neste processo, e que vai diferenciar e trazer inclusive maior competitividade neste cenário, onde a oferta é cada vez mais customizada para cada cliente.

*Marcelo Moreira é líder de engenharia para soluções de cloud na América Latina.