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TELEFONIA IP NA LAVOURA

SLC Agrícola adota a tecnologia em fazendas espalhadas pelo Brasil

Produtora de commodities agrícolas focada em algodão, soja e milho, a SLC Agrícola nasceu em 1977, e ao longo dos quase 40 anos de existência, construiu 15 unidades de produção, localizadas em sete estados do país (Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul). Com o crescimento do negócio, a empresa de capital nacional passou a investir em áreas de pesquisa, como sistema de adubação, manejo do solo, épocas de plantio, além de avaliações da eficiência de fungicidas, inseticidas e herbicidas. A expansão e a característica do negócio, no entanto, fizeram com que as unidades de produção e pesquisa fossem instaladas em regiões distantes dos grandes centros urbanos, algo que aumentou os custos de telefonia e a complexidade de manutenção da rede de comunicação.

“As fazendas ficam longe das principais vias de acesso, o que exigia um deslocamento maior do nosso antigo provedor de serviço de telefonia”, explica João Aranda, supervisor de Telecomunicações da SLC. “Para não ter prejuízo com essas viagens, ele se via forçado a reajustar o valor da manutenção”, complementa. O executivo conta que, além dos gastos, o sistema de telefonia tradicional estava ultrapassado e não evoluía de acordo com TELEFONIA IP NA LAVOURA o crescimento da empresa.

O diagnóstico ocorreu em 2014, ano que a SLC Agrícola iniciou um projeto para implementar telefonia IP na matriz, em Porto Alegre (RS). “Escolhemos a marca Cisco. A configuração dos equipamentos respeitou o orçamento e a aprovação de investimento de cada fazenda”, diz Aranda. A escolha da matriz como ponto de partida respeitou a necessidade de expansão e redução de custos na unidade.

A escolha da empresa que desenvolveria o projeto e integraria as soluções a serem instaladas aconteceu tranquilamente, uma vez que João Aranda já conhecia a tecnologia Cisco e as habilidades da InfraTI, empresa selecionada para assumir a operacionalização do projeto.

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Plano de migração

Para a instalação das soluções, as equipes de TI da SLC Agrícola e da InfraTI montaram um plano gradual de migração da telefonia tradicional para a IP. Para a matriz, foram definidas duas etapas: a implantação de um conjunto padrão de soluções para os 200 colaboradores, e de um portfólio mais completo, voltado aos cargos de gerência.

Cerca de seis meses depois do início das atividades, a unidade de Porto Alegre já tinha todos os ramais baseados em IP, sendo alguns deles com videoconferência.

Mais de 320 equipamentos foram instalados na unidade. Dois Cisco Unified Communications Manager foram os primeiros da lista. “Eles asseguram todo o gerenciamento das soluções que instalamos”, explica Aranda. Um Gateway analógico modelo VG 224 também foi implementado, juntamente com mais quatro roteadores ISR 2900. Além disso, dois modelos de switches foram integrados à infraestrutura: nove unidades do 2960X e outras oito do modelo 2960.

Decisão

Mas toda essa infraestrutura só foi realmente percebida pelos colaboradores da SLC Agrícola após a instalação dos aparelhos telefônicos. Foram adquiridos três modelos distintos, com o objetivo de atender às diferentes necessidades dos usuários. A maior base é composta pelo modelo 3905, com cerca de 260 unidades. Esse aparelho suporta até duas chamadas simultâneas, possui viva-voz full duplex, que permitem que as mãos do usuário fiquem livres, e tela monocromática dobrável.

Os outros dois telefones implantados foram o 8945 e o 7861. No primeiro caso, foram instaladas 40 unidades e as vantagens incluídas são: câmera de vídeo integrada e alta qualidade de voz. Já o 7861 foi adquirido em número menor. Os três aparelhos instalados possuem características mais robustas como suporte a 16 linhas, tela de alta resolução, teclas fixas dedicadas, tornando-os ideais para telefonistas e secretárias.

Todo o processo de instalação dessas soluções foi acompanhado também por Angelo Castiglia, Diretor de TI do Grupo SLC. “Temos muitas expectativas com relação aos resultados desse trabalho”, diz.

Sucesso replicado

Com o sucesso do projeto na matriz, outras três unidades receberam a tecnologia IP. Atualmente, de acordo com Augusto Bueno, Diretor Comercial da InfraTI, mais de 300 ramais foram atualizados. “E ainda estamos em processo de mudança. Levaremos o projeto para todas as fazendas da SLC Agrícola”, conta Bueno, ao informar que 1200 ramais serão migrados para a nova tecnologia.

Bueno salienta que a rapidez na instalação das soluções foi essencial para o sucesso do projeto. Essa agilidade deve-se, principalmente, ao fato de a SLC Agrícola já ter preparado toda a sua infraestrutura tecnológica para receber e comportar os novos ramais IP. “Eles atualizaram previamente sua infraestrutura de rede e isso fez com que todo o processo fosse simplificado”, diz.

Outra medida tomada pela equipe de TI da SLC Agrícola foi o desenvolvimento de um software livre para a integração entre tecnologia analógica e IP em parceria com a InfraTI. Apesar de a telefonia implantada na matriz e nas outras duas unidades funcionar em multivias, ou seja, internamente e entre as fazendas, a companhia criou o novo programa com o objetivo de integrar os outros negócios do Grupo SLC – composto por SLC Agrícola, SLC Alimentos, SLC Comercial e SLC Ferramentas Gerais. “Somos uma divisão do grupo, então precisarí- amos do software para garantir a comunicação eficaz com os outros negócios”, explica Aranda.

O cronograma prevê que, em cerca de dois anos, todas as fazendas da companhia sejam equipadas com a telefonia IP. A expectativa, de acordo com Aranda, é que a cultura de comunicação interna da SLC Agrícola seja mais eficiente a partir de agora. “Nossos diretores e colaboradores podem ser acessados de qualquer lugar. É uma questão de otimização de trabalho e comunicação eficiente”, diz.

Para Felipe Teles, Gerente de Contas da Cisco, o trabalho realizado com a SLC Agrícola é a prova real de que, cada vez mais, o agronegócio se atenta aos novos modelos de tecnologia. “Esse setor já é um grande campo de visão para a Cisco atualmente”, diz. “Atendemos um dos principais valores do grupo SLC: um modelo de negócios baseado em tecnologia de ponta, trazendo grande diferencial competitivo. Isso nos tornou o fornecedor estratégico para este projeto”, finaliza.

"O sistema de telefonia tradicional estava ultrapassado e não evoluía de acordo com o crescimento da empresa"

JOÃO ARANDA, SUPERVISOR DE TELECOMUNICAÇÕES DA SLC