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Complexo hospitalar prepara rede para receber novos serviços IP

Hospital Alemão Oswaldo Cruz substitui cabeamento antigo por fibra óptica e instala switches Cisco Nexus para conectar cinco edifícios; infraestrutura viabiliza instalação de sistemas de telemedicina, videomonitoramento, entre outros

Com o objetivo de potencializar uma das suas principais vocações, o atendimento humanizado aos pacientes, o centenário Hospital Alemão Oswaldo Cruz reestruturou toda a sua infraestrutura de rede. Aumentou a capacidade das fibras ópticas e instalou uma nova infraestrutura baseada em equipamentos Cisco, capazes de suportar, de forma integrada, todos os novos serviços projetados pela administração da instituição, desde o uso de sistemas de telemedicina, o suporte de dispositivos móveis, até o monitoramento feito por circuito fechado de CFTV.

As mudanças começaram em janeiro de 2012, quando Denis da Costa Rodrigues assumiu a gerência de TI do hospital. O primeiro desafio foi equipar o novo edifício do complexo hospitalar, o Bloco E, com tecnologias capazes de suportar os serviços previstos pela administração do Oswaldo Cruz. Depois, o mais complicado: integrar este moderno ambiente à rede corporativa, composta, inclusive, pela infraestrutura do bloco histórico – o berço do hospital, onde as tecnologias já se mostravam defasadas.

“Naquele momento, vimos a necessidade de atualizar toda a rede corporativa”, sustenta Rodrigues. No Bloco E, segundo ele, já estão instalados sistema de IPTV e até 11 pontos de rede em cada quarto.

Contando com o apoio da DMI – parceira da Cisco e provedora de serviço do complexo hospitalar há mais de 10 anos –, o HAOC reestruturou a rede, adotando uma arquitetura capaz de viabilizar os seis pontos considerados essenciais ao seu projeto de expansão: excelência na experiência do usuário; excelência operacional maximizando performance e minimizando riscos; facilidade na instalação de novos serviços; escalabilidade; facilidade de operação/manutenção; proteção de investimento.

No projeto, foi implementada uma arquitetura de Core+Data Center colapsados, utilizando switches Core da linha Nexus 7010. Cabos de fibra óptica foram instalados entre o núcleo da rede (core) e a distribuição da conexão em todos os andares. “O backbone roda 10 GB, podendo chegar a 40 GB”, diz Rodrigues. Todos os cinco edifícios do complexo (blocos) estão conectados aos switches core através deste backbone e cada bloco é atendido internamente por switches de distribuição Nexus 5000, conectados a switches de acesso da linha 2960 através de links de 1Gbps.

Automação

Entre as inovações incorporadas ao projeto, o gestor de TI do HAOC informa que o Bloco E tem todos os sistemas de automação sustentados pela rede IP – WiFi, CFTV, relógios de enfermagem, etc. “Hoje não se vende projeto de relógio que não seja IP”, exemplifica. Além disso, a rede suporta sistemas de telemedicina, ví- deo e digital media.

A rede wireless atende às necessidades médicas, como prescrição à beira do leito, além de servir para fornecer acesso à internet a pacientes e acompanhantes. Tudo isso de maneira automática e monitorada, sem oferecer risco à segurança do Hospital e aos dados dos pacientes, uma vez que ferramentas de controle como o Cisco ISE estão sendo utilizadas.

A configuração da rede WiFi prevê a conexão de 12 a 15 usuários por Access Point (AP), que fazem a distribuição automática da carga, sem intervenção da área de TI. “Precisávamos ter certeza da cobertura por causa dos novos serviços aplicados sobre a rede corporativa. O segundo nível era a disponibilidade da rede para pacientes e acompanhantes”, relata Denis Rodrigues.

Também foi ativado o monitoramento de toda a infraestrutura através da utilização de software de gerenciamento Cisco, permitindo rápida resposta a incidentes. E a utilização de uma robusta plataforma de virtualização das aplicações como ISE, wireless e softwares de gerenciamento, garantindo facilidade de manutenção, inclusão de novos serviços e, principalmente, economia de espaço no data center.