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Microsserviços, contêineres e o data center na era digital

Microsserviços, contêineres e o data center na era digital

Três vetores impulsionam mudanças na economia e na sociedade, impactando de forma intensa o ambiente de TI

Por Rodrigo Espinha*

A Transformação Digital abre inúmeras oportunidades. Por outro lado, traz novos desafios e amplia a complexidade nas organizações que embarcam nessa jornada. De maneira bastante sucinta, observamos três vetores influenciando as mudanças na economia e na sociedade: a experiência do cliente, os processos e modelos de negócio e o impacto da tecnologia na força de trabalho.

Todo esse contexto vem exigindo que as empresas tenham uma abordagem TI mais ágil, que ajuda a atender demandas de negócio e impulsionam inovações alinhadas aos três elementos citados acima. Somados ao advento da nuvem, essas forças que transformam o mercado desencadeiam um novo paradigma no consumo de recursos computacionais.

Na prática, isso gera uma necessidade de adequação da infraestrutura para garantir velocidade e a adoção de modelos contínuos de entrega ou melhorias incrementais nos sistemas e serviços. No âmbito das aplicações, percebe-se a migração de uma abordagem monolítica para adoção de microsserviços e a aproximação dos times de desenvolvimento e operações (DevOps).

Esse novo modelo de consumo, entrega e desenvolvimento de sistemas é extremamente dependente da infraestrutura de TI, que precisa ajustar-se ao cenário dinâmico. Uma das respostas a essa demanda por agilidade materializa-se com a utilização de contêineres virtuais, que aceleram bastante a entrega recursos.

A Cisco possui uma abordagem de data center que facilita o uso de contêineres e garante mais agilidade ao time de tecnologia. Uma das soluções de nosso portfólio, nesse sentido, é o Contiv, uma ferramenta de código aberto capaz de definir e aplicar políticas, permitindo executar aplicativos em contêiner no modo de produção em uma infraestrutura compartilhada.

A solução garante desempenho previsível do aplicativo; isolamento para aplicações de segurança e conformidade; implementação automatizada de políticas para microsserviços e roteamento de segmentos. Além disso, também se integra com o ACI (Application Centric Infrastructure), com os servidores UCS (Unified Compute Systems Series B e C) e com switches Nexus, que servem como plataforma robusta para um modelo de DevOps.

O portfólio Cisco também possibilita integrações simplificadas entre UCS e Docker, otimizando o desempenho, permitindo escalabilidade superior e alta disponibilidade, plano de controle de gerenciamento individual para ciclo de vida da aplicação, tempo de resposta mais rápido, melhor ajuste para desenvolvimento contínuo, entre outras vantagens que aceleram o data center como alicerce das estratégias digitais das empresas.

*Rodrigo Espinha é engenheiro de sistemas da Cisco Brasil.