Guest
Quando a tecnologia entende e se adapta ao contexto

Quando a tecnologia entende e se adapta ao contexto

Para que empresas entreguem inovações e capturem novas oportunidades, precisam de um data center capaz de aprender, se adaptar e proteger a tudo e todos de forma constante, sem que isso seja um gargalo

Felipe Dreher*

A tecnologia avança com intensidade e desencadeia mudanças fenomenais no cotidiano de pessoas e empresas. Vivemos um período impressionante. Pouco a pouco, vemos surgir a era da inteligência artificial e do aprendizado de máquinas. Isso significa, entre outras coisas, que cada vez mais os equipamentos que nos cercam serão capazes de analisar e compreender cenários e se adaptarem de acordo com o contexto em que se inserem.

Essa transformação se expande até o coração das organizações. Assim, os data centers das companhias precisam lidar com uma variedade ampla e complexa de novas demandas, bem como com novas ferramentas que emergem num piscar de olhos. Estamos falando de internet das Coisas, mobilidade e conectividade pervasiva, multicloud, Big Data e tantas outras tendências que se materializaram nos últimos anos. Os impactos disso na infraestrutura e times de TI não são poucos nem pequenos.

Para que empresas entreguem inovações e capturem novas oportunidades, precisam de um data center capaz de aprender, se adaptar e proteger a tudo e a todos de forma constante, sem que isso seja um gargalo. Essas habilidades são fundamentais para agir rapidamente e de forma automatizada sobre atividades que se desviam do padrão, mitigando riscos, alavancando inovações e impulsionando estratégias digitais.

Isso só será possível a partir da incorporação de conceitos como machine learning e inteligência artificial para que o ambiente de TI seja efetivo o suficiente e responda ao aumento exponencial da demanda. Lembre-se: vivemos na era das máquinas inteligentes e seu data center não deve ficar de fora disso.

Um mundo de possibilidade se abre quando a tecnologia passa a entender e a se adaptar ao comportamento de pessoas, dispositivos e aplicações. Porém, para que isso deixe de ser ficção, os equipamentos no centro de processamento e armazenamento de dados na era digital devem se basear em três premissas fundamentais: compreender a intenção por trás do comportamento e necessidades de usuários e aplicações; responder ao contexto e a dinâmicas de mercado de forma automatizada; e garantir amplitude, fluidez e segurança através de múltiplas nuvens.

O cenário talvez soe futurista para muitos, mas se materializa rapidamente no horizonte tecnológico. As ferramentas tomam forma e já estão disponíveis. E é justamente essa visão que possibilitará aos times de TI habilitar no data center um motor de inovação capaz de gerenciar um cenário mais dinâmico, abrangente, complexo e multicloud. Começar agora a endereçar a solução para esse desafio definirá o sucesso do futuro a partir de um data center capaz de aprender, adaptar e proteger seus negócios de forma constante.

*Felipe Dreher é SME para Data Center & Cloud Computing da Cisco do Brasil