Arquivo de Notícias 2014

Tráfego global de dados móveis crescerá 11 vezes entre 2013 e 2018 segundo o Relatório Cisco VNI

Em 2018 haverá quase 5.000 milhões de utilizadores e mais de 10.000 milhões de dispositivos/conexões móveis mais rápidas e inteligentes, enquanto o vídeo representará 69% de todo o tráfego global


O tráfego global de dados móveis vai multiplicar-se quase por 11 nos próximos quatro anos, alcançando os 190 Exabytes anuais em 2018, o que representa uma taxa de aumento interanual de 61% no referido período (2013-2018).

Estes são resultados do Relatório Cisco VNI (Visual Networking Index) sobre o Tráfego Global de Dados Móveis 2013-2018, onde se revela que o tráfego de dados, ao qual se acrescentará à Internet Móvel, só entre 2017 e 2018 alcançará os 5,1 Exabytes mensais, três vezes mais qe o tamanho estimado de toda a Internet Móvel em 2013 (1,5 Exabytes mensais).

Este importante crescimento deve-se em parte ao aumento exponencial do número de conexões móveis à Internet (como dispositivos pessoais e conexões Machine-to-Machine), o que irá superar os 10.000 milhões e será 1,4 vezes maior que a população mundial prevista em 2018 (aproximadamente 7.600 milhões de pessoas Segundo a ONU). 

Os 190 Exabytes de dados móveis anuais previstos para 2018 equivalem a:

  • 190 vezes a soma de todo o tráfego IP (fixo e móvel) gerado no ano 2000.
  • 42 biliões de imagens (tipo MMS ou Instagram) ou quinze imagens diárias geradas por cada pessoa do planeta durante um ano completo.
  • 4 biliões de clips de vídeo (por exemplo YouTube) ou mais de um clip de vídeo diário gerado por cada habitante da Terra durante um ano completo.

Principais impulsionadores do tráfego global de dados móveis

Entre 2013 e 2018, a Cisco prevê que o tráfego global de dados móveis irá superar em três vezes o tráfego global de dados fixos, sendo várias as principais tendências responsáveis por este crescimento:

  • Mais utilizadores móveis. Em 2018 haverá 4.900 milhões de utilizadores móveis (contra os 4.100 milhões contabilizados em 2013).
  • Mais conexões móveis. Em 2018 haverá mais de 10.000 milhões de dispositivos/conexões móveis – incluindo 8.000 milhões de dispositivos móveis pessoais e 2.000 milhões de conexões Machine-to-Machine (M2M) desde os 7.000 milhões de dispositivos e conexões M2M contabilizados em 2013.
  • Maior velocidade das conexões móveis. A velocidade média global de conexões através de redes móveis praticamente duplicará entre 2012 (1,4 Mbps) e 2018 (2,5 Mbps).
  • Mais vídeo móvel. Em 2018, o tráfego global de vídeo móvel representará 69% de todo o tráfego global de dados móveis (a partir dos 53% calculados em 2013).

Evolução para dispositivos inteligentes

  • Cerca de 54% das conexões móveis globais serão ‘inteligentes’ em 2018, contra os 21% contabilizados em 2013. Os dispositivos e conexões inteligentes contam no mínimo com capacidades de computação/multimédia avançadas e conectividade 3G.
  • Os smartphones, laptops e tablets irão gerar aproximadamente 94% do tráfego global de dados móveis em 2018. O tráfego M2M representará 5% de todo o tráfego global de dados móveis em 2018, enquanto os restantes 1% e 0,1% corresponderão aos terminais básicos e a outros dispositivos portáteis respetivamente.
  • O tráfego Cloud móvel vai multiplicar-se por 12 entre 2013 e 2018, com um crescimento interanual de 64% no referido período.

Impacto das conexões Machine-to-Machine (e dispositivos portáteis)

O M2M refere-se às aplicações que permitem que os sistemas com fio e sem fio comuniquem com dispositivos semelhantes para suportar sistemas globais e navegação por satélite (GPS), monitorização de ativos, medidores inteligentes, segurança e videovigilância, ao que se acrescenta o novo subsegmento de dispositivos ‘portáteis’ nesta nova fase da Internet of Everything (IoE).  Os dispositivos portáveis incluem objetos utilizados pelas pessoas, como relógios e óculos inteligentes, dispositivos de monitorização de saúde e exercício físico ou wearable scanners, todos com capacidade para se conectar e comunicar com a rede diretamente através da conectividade celular ou através de outro tipo de dispositivo como um smartphone via WiFi ou Bluetooth.   

Em 2013, as conexões M2M representaram quase 5% dos dispositivos móveis conectados em utilização e geraram mais de 1% de todo o tráfego de dados móveis.
Em 2018, as conexões M2M vão representar quase 20% dos dispositivos móveis conectados em utilização, quase 6% de todo o tráfego de dados móveis.
Em 2013 havia 21,7 milhões de dispositivos portáteis à escala global. Em 2018, este número aumentará até aos 176,9 milhões (52% de crescimento interanual).

Impacto da maior velocidade das conexões móveis

Prevê-se que a velocidade média das conexões móveis praticamente duplique entre 2013 e 2018. Esta velocidade é um fator  chave para suportar o aumento previsto no tráfego global de dados móveis.

(kbps) 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Aumento anual
Velocidade média das conexões móveis 1.387 1.676 1.908 2.147 2.396 2.509 13%
Velocidade média das conexões através de smartphones 3.983 4.864 5.504 6.132 6.756 7.044 12%

Fonte: Resultados obtidos no Cisco Global Internet Speed Test (GIST) (parte do programa Cisco VNI) e outros testes de velocidade independentes. A aplicação Cisco GIST soma mais de 1 milhão de utilizadores globais. Estas previsões incluem apenas a velocidade das conexões celulares (não as WiFi) e baseiam-se em extrapolações de dados históricos sobre a velocidade de conexão das redes móveis.

Adoção de tecnologias 4G e crescimento de tráfego

Um grande número de fornecedores de serviços em todo o mundo estão a implementar tecnologias 4G para responder à maior procura de serviços e conteúdos sem fios por parte dos consumidores e empresas. Em muitos mercados emergentes, as operadoras estão a construir novas redes móveis com soluções 4G. Nos mercados mais avançados, os fornecedores de serviços estão a completar a substituição das redes herdadas (2G/3G) com tecnologia 4G.

  • Em 2018 as redes 4G vão suportar 15% de todas as conexões, contra os 2,9% registados em 2013.
  • Em 2018, as conexões 4G vão suportar 51% (8 Exabytes mensais) de todo o tráfego de dados móveis, contra os 30% (448 Petabytes mensais) registados em 2013.
  • O tráfego 4G crescerá 18 vezes entre 2013 e 2018 (taxa de aumento interanual de 78%).

Tráfego de descarga WiFi ultrapassa tráfego celular

O termo ‘descarga’ refere-se ao tráfego descarregado a partir de dispositivos duais (com conectividade WiFi e celular, excluindo os portáteis) em redes WiFi e small cell. Isto ocorre ao nível do utilizador ou do dispositivo, quando se migra de uma conexão celular para uma conexão WiFi/small cell. As previsões de ‘descarga’ do Relatório Cisco VNI sobre o Tráfego Global de Dados Móveis 2013-2018 incluem tráfego gerado a partir de pontos públicos e redes WiFi residenciais.

  • Em 2018 será maior a quantidade de tráfego de dados móveis em redes WiFi a partir de dispositivos móveis conectados (17,3 Exabytes mensais) do que o tráfego que permanecerá nas redes móveis (15,9 Exabytes mensais).
  • Em 2018, 52% do tráfego móvel será descarregado em redes WiFi/small cell, contra os 45% em 2013.

Análise de aplicações móveis: o vídeo segue à frente

O tráfego de vídeo móvel vai multiplicar-se entre 2013 e 2018, acumulando a maior taxa de crescimento na categoria de aplicações móveis.

  • Em 2018, o vídeo móvel representará 69% de todo o tráfego móvel global, contra os 53% que representava em 2013.
  • Em 2018, as aplicações web e outras aplicações de dados vão representar 17% do tráfego móvel global, contra os 28% contabilizados em 2013.
  • Em 2018 o streaming áudio representará 11% do tráfego móvel global, contra 14% em 2013.
  • Em 2018, a partilha de arquivos vai representar 3% do tráfego móvel global, contra os 4% de 2013. 

Crescimento por regiões

Em termos de crescimento percentual em tráfego de dados móveis, Médio Oriente e África acumularão a maior taxa de aumento regional entre 2013 e 2018.

  • Médio Oriente e África terão uma taxa de aumento interanual de 70% (multiplicando-se por 14).
  • Europa Central e Oriental acumulará uma taxa de aumento interanual de 68% (multiplicando-se por 13).
  • Ásia-Pacífico experimentará um crescimento interanual de 67% (multiplicando-se por 13).
  • América Latina terá uma taxa de aumento interanual de 66% (multiplicando-se por 13).
  • América do Norte acumulará uma taxa de aumento interanual de 50% (multiplicando-se por 8).
  • Europa Ocidental terá um crescimento interanual de 50% também, (multiplicando-se por 7 neste caso).

Em termos de geração de tráfego de dados móveis, prevê-se que a região Ásia-Pacífico se situe em primeiro lugar:

  • Ásia-Pacífico: 6,72 Exabytes mensais em 2018.
  • América do Norte: 2,95 Exabytes mensais em 2018.
  • Europa Ocidental: 1,9 Exabytes mensais em 2018.
  • Europa Central e Oriental: 1,64 Exabytes mensais em 2018.
  • Médio Oriente e África: 1,49 Exabytes mensais em 2018.
  • América Latina: 1,16 Exabytes mensais em 2018.

Segundo indica Doug Webster, Vice Presidente de Marketing de Produto e Soluções da Cisco,
O tráfego global de dados móveis continua com uma tendência de crescimento notável, aumentando quase 11 vezes nos próximos cinco anos até alcançar uma quantidade que em 2018 será 57 vezes maior que o total de dados móveis acumulados em 2012. Este crescimento exponencial deve-se à atual mobilidade inerente a quase qualquer rede e ao valor que lhe é dado tanto por consumidores como por empresas, e que se traduz em enormes oportunidades para os fornecedores de serviços na nova era da Internet of Everything.”

Metodologia do Relatório Cisco VNI Mobile

A metodologia utilizada no Relatório Cisco VNI sobre Tráfego Global de Dados Móveis apoia-se em estudos de analistas independentes e relatórios reais acerca da utilização dos dados móveis. As estimativas da Cisco relativamente à adoção de aplicações móveis, minutos de utilização e velocidades de transmissão são feitas a partir desta base. A velocidade das conexões de banda larga móvel e outros fatores como a potencia dos dispositivos informáticos também fazem parte das conclusões e previsões do Relatório Cisco VNI Mobile. A cópia completa do relatório e o acesso a uma descrição mais pormenorizada da sua metodologia estão disponíveis neste link.

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