Arquivo de Notícias 2013

A chamada móvel do futuro poderá vir do esquentador

40º Aniversário da primeira chamada telefónica por telemóvel

Esta Primavera comemora-se o 40º aniversário da primeira chamada pública de um telefone, feita através de um telemóvel. A 3 de Abril de 1973, Martin Cooper, então Director-Geral do Departamento de Sistemas de Comunicação da Motorola, ligou a um concorrente da Bell Labs, de uma rua de Nova Iorque. Com essa chamada inaugurava-se uma nova era. O telemóvel de Martin Cooper pesava quase 1kg, tinha bateria para cerca de 30 minutos de conversação e custava cerca de 4,000 dólares.

Nos últimos 40 anos as comunicações móveis percorreram um longo caminho e estamos apenas a começar a explorar o seu verdadeiro potencial. Dispositivos ligados à internet como os smartphones, tablets, desktops e computadores portáteis estão em toda a parte e os seus números continuam a aumentar. De acordo com o Cisco Mobile Visual Networking Index (VNI), em 2017 haverá 8600 mil milhões de telefones e dispositivos de uso totalmente portátil.

O primeiro telefonema feito através de um telemóvel afigura-se assim como pano de fundo para entendermos como se desenvolveu o ecossistema móvel nos últimos 40 anos, e de que maneira as inovações das redes vão estabelecer uma base para o futuro das comunicações móveis.

A fazer história

Surpreendentemente, após a chamada de Martin Cooper, foram precisos mais 10 anos para aparecerem as primeiras redes de telemóveis nos Estados Unidos. Porém, desde que o primeiro serviço de rede de telemóvel foi lançado em 1983, foram crescendo as funcionalidades, ao mesmo tempo que os telemóveis diminuíam de tamanho e preço. Desde o aparecimento dos touchscreen em 2007, o que foi outrora um simples rádio de duas direcções tornou-se num centro de vida digital, acompanhando as comunicações pessoais e de negócios, de entretenimento, música e vídeo, redes sociais, compras e pagamentos, serviços bancários, browsing e muito mais.

As redes de telemóveis e Wi-Fi que dão vida a esses mesmos dispositivos móveis também evoluíram: em vez de simples chamadas de voz, os telemóveis proporcionam hoje em dia serviços de localização, aplicações de GPS e vídeos em streaming. Actualmente sistemas dependentes de ligações 4G e Wi-Fi proporcionam o acesso a banda larga, vídeos em alta definição e aplicações em cloud.

Quando estamos a falar de redes móveis ou Wi-Fi, as pessoas esperam ligações de wireless rápidas, seguras e acessíveis em qualquer lado. A rede está a alterar a forma como as pessoas se ligam, comunicam e se divertem.

Para além do telemóvel

A próxima onda de inovação leva-nos para além da colaboração e dos negócios, através da “Internet of Everything”. A “Internet of Everything” vai aproximar pessoas, processos, informação e tudo o que tornar as ligações mais valiosas e importantes do que alguma vez foram.

Os dispositivos ligados à rede vão continuar a tornar-se cada vez mais pequenos, baratos, mais inteligentes e especializados, possibilitando assim que as pessoas se conectem à Internet de inúmeras maneiras. Os telemóveis do futuro poderão mesmo evoluir para pulseiras com chamadas em vídeo, um pin controlado por voz, ou até mesmo uns óculos com lentes de realidade virtual.

Veremos também as comunicações estenderem-se de pessoas para objectos, incluindo sensores, dispositivos de consumo, máquinas de negócios e também estruturas, sistemas de informação e veículos - todos ligados entre si e à internet. Brevemente, o seu esquentador poderá dizer à sua máquina da louça que há água quente suficiente para lavar os pratos e panelas. O Cisco Mobile VNI prevê que em 2016, irão existir aproximadamente 19 mil milhões de ligações por telemóvel – mais de duas ligações por pessoa, no mundo inteiro.

À medida que os dispositivos ligados à internet continuam a evoluir e a sofisticar-se, baseiam-se mais na localização e tornam-se mais inteligentes, aprendendo a absorver mais e melhor informação. Irão também proporcionar um nível de informação mais rico aos computadores e às pessoas, ajudando-nos a tomar decisões mais rápidas e inteligentes. No futuro, uma pequena câmara ligada à internet colocada no seu carro e ligada a uma aplicação sobre o estado do tempo, poderá estar atenta às condições atmosféricas e, usando sofisticados sensores ou lasers, prever uma colisão, alertando-o antes que aconteça, ou até accionar os travões por si.

O processo de como tudo isto acontece tem um papel-chave na maneira como as pessoas, a informação e tudo o resto interage entre si, neste mundo híper conectado. O processo certo torna estas ligações relevantes e valiosas, porque a informação certa é enviada à pessoa ou dispositivo correcto, no tempo exacto. Poderá, por exemplo, estar a comprar sapatos num centro comercial e receber um cupão personalizado para o mais recente modelo - entregue directamente no seu telemóvel através do poder da rede.

A rede inteligente é que torna a “Internet of Everything” possível. É o ambiente natural que torna as coisas como serviços de localização indoor e outdoor, computação da cloud e outras aplicações móveis possíveis. A rede fornece a oportunidade de definir e gerir o processo que torna a s ligações da “Internet of Everything” tão importantes. Enquanto empresas e governos antecipam a chegada da próxima onda da internet, focam-se em criar redes que podem crescer e evoluir, acompanhando cada vez mais pessoas, coisas e informação.

Em 2010 numa entrevista à BBC, Martin Cooper referiu que as redes sociais e outras aplicações móveis estavam muito para além do que era o seu conhecimento há quatro décadas atrás. Mas, acrescentou também, que o telemóvel do futuro poderá simplesmente ser um pequeno chip incutido no corpo humano. Os telemóveis em si poderão ser uma coisa do passado daqui a 40 anos; as ligações porém, quer móveis quer Wi-Fi, serão mais importantes do que nunca. A rede é mais do que uma maneira de comunicar- é uma posição prioridade de negócio estratégica.

Em 2010 numa entrevista à BBC, Martin Cooper referiu que as redes sociais e outras aplicações móveis estavam muito para além do que era o seu conhecimento há quatro décadas atrás. Mas, acrescentou também, que o telemóvel do futuro poderá simplesmente ser um pequeno chip incutido no corpo humano. Os telemóveis em si poderão ser uma coisa do passado daqui a 40 anos; as ligações porém, quer móveis quer Wi-Fi, serão mais importantes do que nunca. A rede é mais do que uma maneira de comunicar- é uma prioridade de negócio estratégica.

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