Setor Financeiro

Tecnologia deve habilitar novas fontes de receita


A capacidade de usar os múltiplos canais e mídias para uma interação mais produtiva com clientes e cadeias de valor é a chave da diferenciação e competitividade na indústria financeira.

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Introdução

Os novos canais bancários, mais do que ampliar o acesso a serviços, abrem novas linhas de negócio para as instituições financeiras. O ganho dependerá não apenas das tecnologias que suportam as transações, mas também da capacidade de usar os recursos de colaboração, interação e multimídia para criar novas formas de comércio eletrônico e outros serviços que habilitem mais oportunidades de receita”. Esta é a avaliação do economista Jim Greene, vice-presidente Global Financial Services Practice, no Internet Business Solutions Group (IBSG) da Cisco, keynote speaker do painel Arquitetura e Legado, no dia 14, às 10:30, no Ciab 2007.


Com uma experiência de 25 anos na indústria financeira, incluindo 21 anos na Accenture e participação em mais de 200 grandes projetos, Greene enfatiza que as atuais tecnologias de comunicação devem ser alinhadas às estratégias de crescimento de receita. Ele reconhece que a busca de eficiência e a redução de custos ainda são importantes, mas observa que as instituições já têm menos espaço para otimizações, até por já terem feito um bom trabalho nesse sentido. “Ao mesmo tempo, a taxa de crescimento tem estado abaixo das expectativas, um gap que pode ir de US$ 350 bilhões a US$ 500 bilhões em 2015”, pondera.


Particularmente nos mercados do bloco BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia) e de outros países emergentes, Green avalia que o mobile banking e mobile commerce traz uma combinação vantajosa de custo e possibilidades de serviços. No entanto, insiste que o fator determinante de rentabilidade é o sucesso da organização em organizar interações mais ricas entre funcionários, parceiros e clientes. “Por isso a Cisco busca oferecer às instituições financeiras soluções que agreguem colaboração, mensageria, telepresença, múltiplas formas de apresentação das informações e outras inovações que representem uma nova experiência para os usuários de serviços financeiros”, justifica.


Green menciona projetos como os correspondentes lotéricos e o Banco Popular como evidências da capacidade do sistema financeiro do Brasil de desenvolver novos modelos de negócio. Esse tipo de iniciativa, aliado a uma boa infra-estrutura de automação, cria um cenário de competitividade, em que novas tecnologias - como Mobile Commerce, certificação digital, RFID etc. - podem aumentar a participação das instituições financeiras nas relações entre os diversos agentes econômicos, do varejo às cadeias de suprimentos.


Como em todos os mercados em que a Cisco atua, Green defende que a base de uma competição saudável é a padronização. “Bancos, operadoras, órgãos reguladores e outros envolvidos precisam acordar normas de compatibilidade, que permitam a adoção de aplicações de forma massiva, como Mobile Payments”, observa. “Os bancos devem olhar a iniciativa da Mastercard e da VISA, com o EMV”, exemplifica. Às companhias de telecomunicações, além da interoperabilidade, cabe a tarefa de ganhar eficiência para baixar o custo dos serviços, o que já é facilitado com o aumento de escala.


“No futuro, a comunicação integrada será determinante na competitividade das instituições financeiras. Companhias que usam tecnologia para habilitar essas interações têm mais chances de obter melhorias no relacionamento com clientes, diferenciação, mais vendas e mais receita. Em contrapartida, fracassar nesse objetivo pode significar custos crescentes (com a manutenção de vários canais), precificações inadequadas e erosão do mercado (de intermediação financeira) por novos entrantes”, afirma.


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