Grandes desafios e uma enorme responsabilidade vislumbram-se no futuro para a equipe de operações do Programa na América Latina. Há dois anos, Marco Cobb é o Gerente Regional do Programa para esta região, com base na cidade de San José, na Costa Rica. No contexto da Junta Internacional de World Wide Education, Marco fala como a qualidade integra estes desafios.
Marco, quais são os dois elementos que tem sido chave para implementar o Programa na América Latina?
Marco Cobb: Primeiro, um elemento-chave é a qualidade. Para nós, é muito importante que os jovens que se formam no Programa estejam capacitados de acordo com as exigências do mercado e que possam se incorporar bem na sua profissão, em trabalhos estáveis e bem remunerados. O outro elemento que tem muito a ver precisamente com isto, é o tema da integração dos estudantes. Queremos ver se eles estão efetivamente integrando-se com sucesso no ambiente de trabalho e, por conseguinte, este é um dos objetivos que queremos alcançar juntamente com as academias.
Você tocou no tema de qualidade, qual é a maior responsabilidade do Programa em termos de qualidade?
Marco Cobb: Há responsabilidade a partir de diferentes aspectos. Na Cisco, temos uma grande responsabilidade de fornecer curriculum atualizado. Temos também um compromisso que adquirimos, já faz vários anos, de traduzir o conteúdo para os idiomas locais, ainda que não seja possível fazer isto em todos os casos, ao redor do mundo. Sob o ponto de vista das academias, também existem grandes responsabilidades que têm a que ver com o tema da instrução, ou seja, ter seus instrutores bem capacitados. Estamos impulsionando as Academias para que motivem seus instrutores a se certificar como CCAI. A isto estamos dando uma enorme prioridade. Também existe responsabilidade em relação a ter laboratórios e infraestrutura adequados para o ensino do curriculum, isto é, manter, por exemplo, uma relação adequada entre o número de estudantes versus o número de laboratórios, ter salas de aula equipadas com o número de computadores adequado para o número de estudantes, entre outros elementos que estão estabelecidos pela Cisco. Oferecer um ensino de qualidade, implementar este ensino que nós damos da melhor forma possível é, então, parte da responsabilidade das academias.
Quais desafios enfrentam as instituições da América Latina em relação ao Programa?
Marco Cobb: Muitos casos têm a ver com o assunto recursos. Em determinados momentos, as instituições querem implementar o Programa e não possuem recursos para comprar os laboratórios, por exemplo. Temos escutado isso bastante. Nós, na medida do possível, procuramos que estas Academias estabeleçam acordos, por exemplo, com o setor privado ou com o setor público, que lhes permita obter recursos para financiar seu equipamento. Temos alguns casos nos quais as academias têm feito acordos com fornecedores de serviços de telecomunicações que tem a necessidade de contratar jovens com este perfil. As empresas fornecem recursos, por exemplo, para comprar o laboratório supondo que logo após um destes garotos vá trabalhar lá ou que terão a oportunidade de oferecer a eles outro tipo de estágio durante os anos seguintes.
Qual é a maior contribuição do Programa nas comunidades da América Latina?
Marco Cobb: Para mim a maior contribuição é que o Programa tem auxiliado diferentes países a criar uma base de conhecimentos sobre Tecnologia da Informação. Já vimos que, em uma grande quantidade de países da região, uma importante parte de suas estratégias nacionais de desenvolvimento e estratégias orientadas, em muitos casos, para tirar os países do subdesenvolvimento, caminham de mãos dadas com o desenvolvimento tecnológico ou com a implementação de estratégias de desenvolvimento com as quais a tecnologia tem a ver. Obviamente, estratégias deste tipo, precisam da formação de recursos humanos especializados e requerem uma importante base tecnológica de conhecimento. Aqui é onde entra o Programa Cisco Networking Academy e é o motivo pelo qual, muitos governos da América Latina têm se aproximado de nós para dizer que querem este Programa para oferecê-lo a uma maioria de pessoas, a fim de permitir que eles cresçam sobre esta base de conhecimentos e montem suas estratégias nacionais de desenvolvimento com o que esta relacionado com tecnologia.
Se você tivesse que usar duas palavras para descrever o Programa, quais usaria?
Marco Cobb: A primeira teria que ser inovação. Obviamente no campo educativo, estamos falando do maior laboratório de e-learning do mundo e, por isso, existe muita inovação por trás disto. A outra seria impacto. Procuramos causar um impacto na vida das pessoas, um impacto positivo. Queremos que os alunos tenham sucesso graças à formação que estão recebendo.