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Cisco UCS B-Series

Cisco UCS B-Series #3

2 de Dezembro de 2012


Introdução

Esta edição da newsletter é essencialmente sobre a nova versão de software para UCS B-Series: versão 2.1, codename “Del Mar”.


Fontes de Informação

 


Software UCS

Temos o prazer de anunciar a versão 2.1 do UCS Manager (codename “Del Mar”).
O software está disponível desde 17 de Novembro no site da Cisco.

Link para Release Notes.
Link para Datasheet UCS Manager 2.1.
Link para as novas funcionalidades.

De seguida enunciamos, por ordem alfabética, as 25 novas funcionalidades incluídas na versão 2.1, incluindo breve explicação. Estas são apenas as novas funcionalidades; para além delas há imensas melhorias ao nível do interface do UCS Manager:

  • Cisco UCS Central Support (interessante)
    “UCS Central” é uma nova aplicação, sem custos, que permite gerir em simultâneo vários domínios UCS. Em termos práticos, se dispõe de vários Cisco UCS, pode fazer o download do “UCS Central” no site da Cisco e começar a gerir os vários UCS de forma centralizada. O “UCS Central” é uma aplicação Web que integra várias funcionalidades do UCS Manager, nomeadamente do ponto de vista de gestão de inventário, monitorização e definição de políticas globais, mas não substitui na íntegra o UCS Manager.
    Datasheet do “UCS Central”.
  • Cisco UCS C-Series Server Integration through Single Wire Management
    Um dos diferenciadores do Cisco UCS quando comparado com os sistemas tradicionais, é o facto de permitir a gestão unificada de servidores blade e rack-mount:

    Até à versão 2.0 do UCS Manager, a integração dos servidores rack-mount fazia-se ligando os interfaces de DADOS e os interface de GESTÃO a Fabric Extenders Nexus 2232PP, tal como representado na figura (links a azul e a verde respectivamente).
    A partir da versão 2.1 passamos a dispor de "Single Wire Management", o que significa que a GESTÃO dos servidores rack-mount passa a ser feita através dos interfaces de DADOS, o que permite poupar portas nos Nexus 2232PP. O resultado final será igual ao da figura acima, retirando os links a verde.
  • Default vNIC and vHBA Behavior Policies
    Políticas que permitem definir como são criados nVIC e vHBA nos Service Profiles: se devem ser explicitamente definidos ou se são criados automaticamente.
    Mais Informação
  • Fault Suppression
    Quando se efetuam operações de manutenção planeada, não tem interesse receber determinadas traps SNMP ou notificações por Call Home. Esta nova feature “Fault Suppression” permite definir uma “janela de manutenção” em que determinados alarmes não são enviados, porque resultam de uma intervenção planeada.
    Mais informação
  • FCoE Uplink Ports e Unified Uplink Ports (importante)
    Esta é uma das features mais importantes desta versão do UCS Manager, uma vez que permite maior flexibilidade no desenho das redes LAN e SAN, em linha com a estratégia de redes unificadas da Cisco.
    Até à versão 2.0, a única forma de ligar os Fabric Interconnect (FI) a uma rede SAN era utilizando portas (dos FI) em modo Fibre Channel (FC) até 8Gbps (800Mbytes/s).
    Opção 1
    A partir da versão 2.1, passa a ser possível configurar portas dos Fabric Interconnect como “FCoE Uplink Port”. Desta forma, é possível encaminhar o tráfego FC proveniente das blades para uma rede externa ao UCS em FCoE 10Gbps (1200Mbytes/s) – designa-se por multi-hop FCoE e é, mais uma vez, um diferenciador do Cisco UCS.
    Para além de permitir novos desenhos de rede, a utilização de FCoE versus FC confere mais 50% de performance a cada porta de uplink: 1200MB/s vs. 800MB/s.
    No cenário descrito, as portas “FCoE Uplink Port” destinam-se APENAS a transportar tráfego FC (SAN) e não tráfego Ethernet/IP (LAN).
    Opção 2
    Uma segunda hipótese, é configurar portas de uplink dos Fabric Interconnect como “Unified Uplink Ports”. Neste caso, tanto o tráfego FC como o tráfego IP são transportados no mesmo uplink (cabo), num cenário de convergência total.
    Mais Informação
  • FCoE Port Channels (importante)
    No seguimento da funcionalidade anterior (FCoE Uplink Ports), é possível agregar várias portas FCoE num port channel FCoE lógico único.
    Mais Informação
  • Fibre Channel Zoning (importante)
    Esta é sem dúvida a funcionalidade mais aguardada! Aproveito a oportunidade para explicar com algum detalhe os modos de funcionamento dos Fabric Interconnect em relação ao tráfego Fibre Channel (SAN).
    Os Fabric Interconnect podem funcionar em dois modos, tanto no que diz respeito ao tráfego Ethernet/IP como ao tráfego Fibre Channel:
    1. End-Host-Mode (EHM)
    2. Switch Mode (SM)
    A configuração “por defeito”, tanto em Ethernet como em Fibre Channel, é End-Host-Mode. Vamos tratar apenas da componente Fibre Channel.
    Em End-Host-Mode, os Fabric Interconnect utilizam o standard NPV (N-Port Virtualization) para se ligarem a outros switches SAN. Os outros switches SAN vêm as portas dos Fabric Interconnect como se se tratassem de HBA’s (portas de servidores) e não outro switch. O NPV é um standard, e permite resolver questões de interoperabilidade que existem quando se interligam SAN switch de fabricantes diferentes. O inconveniente é que um switch em modo NPV não permite a ligação de equipamentos de storage (targets). Quando se pretende ligar equipamentos de storage directamente aos Fabric Interconnect, tanto em FCoE como em FC, é necessário configurar os Fabric Interconnect em “switch mode”. Esta funcionalidade já está disponível no UCS desde a versão 1.4, mas obrigava a recorrer a switches externos para implementar o zoning. O zoning é um mecanismo de segurança muito importante que assegura que só há tráfego entre os hosts (initiators) e os equipamentos de storage (targets) de acordo com políticas definidas pelo SAN Admin.
    Em resumo, a partir da versão 2.1, os Fabric Interconnect podem funcionar como switches de pleno direito, com todas as funcionalidades esperadas, incluindo o zoning.
    A imagem seguinte mostra o tipo de conectividade que passa a ser suportada:
    1. Uplinks para LAN (Ethernet/IP)
    2. Uplinks para SAN (Fibre Channel)
    3. Ligação directa a Appliances NAS (Ethernet/IP)
    4. Ligação directa a Storage com interfaces 10G FCoE (novo);
    5. Ligação directa a Storage com interfaces 1/2/4/8G Fibre Channel (novo);
    NOTA: As funcionalidades d) e e) já existiam, mas obrigavam à utilização de um switch externo onde era definido o zoning.

    Os clientes que têm pequenas instalações e que não precisam de portas Fibre Channel para ligar servidores externos ao UCS, podem ligar então o Storage diretamente aos Fabric Interconnect e evitar a aquisição de SAN switch. O UCS pode ser visto como um "Data Center in a box".
  • Firmware Auto Install (interessante)
    O upgrade/downgrade de firmware no UCS sempre foi uma tarefa facilitada, e com a vantagem acrescida de ser não-disruptiva quando bem feita (ver newsletter #1). Apesar de tudo, tratava-se de uma sequência lógica de passos que deveria ser feita passo a passo, com alguns compassos de espera.
    A partir da versão 2.1, com a funcionalidade “Auto Install”, é possível fazer o upgrade de firmware de todos os componentes de uma forma completamente automatizada, sendo apenas necessário fornecer ao UCS-Manager os dois ficheiros com o firmware das componentes de infraestrutura e das blades.
    Mais informação.
  • Firmware Cross-Version Support (interessante)
    Permite efetuar o upgrade de firmware da componente de infraestrutura do UCS para a versão 2.1 mantendo o firmware das blades na versão 2.0, de forma a não obrigar a um reboot disruptivo nas mesmas.
  • LAN/SAN Connectivity Policies for Service Profile Configuration
    Foram criadas mais “policies” que permitem definir a conectividade LAN e SAN dos Service Profile. As “policies” funcionam como propriedades que podem ser reutilizadas, em vez de serem repetidamente descriminadas.
  • Multicast Policy
    Mais uma policy que permite activar/desactivar o “IGMP snooping” e “IGMP snooping querier state”. Estas policies ficam associadas às VLAN’s.
  • Scheduled backups
    Tal como o nome indica, permite escalonar a execução de backups do tipo “Full State” e “All Configuration”.
  • Service Profile Renaming (interessante)
    Passa a ser possível mudar o nome aos Service Profiles.
  • Support for discovery of flash I/O devices (Fusion I/O and LSI flash cards)
    O UCS já suportava Fusion I/O e LSI flash cards, no entanto o processo de inventariação não as reconhecia, e como tal não apareciam no inventário de cada servidor. Esta limitação foi ultrapassada.
  • Support for Multiple Receive Queue Support (MRQS) on Linux
    Foi incluído o suporte eNIC para a feature Multiple Receive Queue Support (MRQS) em Red Hat Enterprise Linux Versão 6.x e SUSE Linux Enterprise Server Versão 11.x.
    Mais Informação.
  • Troubleshooting Enhancements for Finite State Machine (FSM) processes
    Mais informação nas FSM (Finite State Machine), incluindo transições de estado esperadas, estado atual e histórico de estados.
  • Unified Uplink Ports (importante)
    Ver informação no ponto #5 “FCoE Uplink Ports e Unified Uplink Ports”
  • Unified Uplink Port Channels (importante)
    Tal como descrito no ponto #6 sobre “FCoE Port-Channels”, também são suportados Port-Channel em “Unified  Uplinks”.
  • Unified Storage Ports
    Permite configurar uma porta física do Fabric Interconnect como “Ethernet Storage Interface” e “FCoE Storage Interface”. Ou seja, são portas onde estará ligado um equipamento de storage, quer seja Ethernet (NAS) quer seja FCoE.
    Mais Informação.
  • vCon Assignment and Distribution
    Quando se definem vNIC’s e vHBA’s num Service Profile, esses vNIC’s e vHBA’s são programados no firmware da placa de rede VIC (Virtual Interface Card).  Quando o servidor - blade ou rack-mount - tem mais do que uma placa de rede VIC, esta nova funcionalidade permite definir a que placa física são atribuídos os vNIC e vHBA.
    Mais informação.
  • VLAN Port Count Optimization
    Quando habilitado, efetua uma série de optimizações que permite utilizar mais port VLAN’s. Interessante apenas para quem tem configurações que estão no limite da capacidade do UCS.
    Mais informação.
  • VLAN Groups
    Permite criar grupos de VLAN’s que são associados a portas de uplink dos Fabric Interconnect. É uma forma mais organizada de criar “disjoint domains” e descriminar quais as VLAN’s que são passadas em cada uplink.
    Mais informação.
  • VLAN Permissions
    Permite definir quais as VLAN’s que podem ser utilizadas em cada uma das “organizations”.
    Mais informação.
  • VM-FEX Integration for Hyper-V SRIOV (importante)
    A funcionalidade VM-FEX (Virtual Machine Fabric Extender) passa a ser suportada em ambientes Microsoft Hyper-V.
    Quando se utiliza VM-FEX, as máquinas virtuais não utilizam o switch virtual embebido no hypervisor; as operações de I/O passam por fazer escrita direta no hardware da carta de rede (hypervisor bypass) e a comutação de frames é feita no switch físico externo, que no caso do UCS são os Fabric Interconnect. O VM-FEX permite definir as configurações de rede diretamente no UCS-Manager; confere melhor desempenho de I/O porque as operações são feitas em hardware; e liberta o CPU dos servidores porque o I/O não consome ciclos de relógio.
    Mais informação.
  • VM-FEX Integration for KVM (Red Hat Linux) SRIOV
    Funcionalidade idêntica à do ponto anterior, mas aplicado ao hypervisor KVM dos sistemas RedHat.

Quiz



Quiz #2

Oferecemos 2 canecas Cisco aos 2 primeiros clientes a responder acertadamente. Os restantes recebem um poster do UCS:

  1. Se pretender ligar um equipamento de Storage directamente aos Fabric Interconnect, em que modo devem ser configurados os Fabric Interconnect (ao nível do Fibre Channel), End-Host-Mode ou Switch Mode?
  2. Que funcionalidade faltava no software UCS que impedia o suporte de ligações directas de storage aos Fabric Interconnect, mas que está disponível a partir da versão 2.1?

Quiz #1 (SOLUÇÕES)

Na última edição (#2), lançamos um desafio com brindes para quem acertasse nas 3 questões  abaixo. Como foi a primeira vez, decidimos premiar todas as respostas, que agradecemos!
As perguntas e respectivas respostas são:

  • Quantos interfaces (PCIe devices) é capaz de virtualizar a VIC 1240?
    R: 256.
  • Quantos records estão no curriculum do UCS?
    R: À data da questão eram 70.
  • Compare os dois primeiros lugares do benchmark VMmark 2.0; compare os resultados tendo em conta a quantidade de hosts/sockets/cores. Que conclusão tira?
    R:
    Submitter Score Description Hosts Cores
    HP 59.99 ProLiant BL465c Gen8
    VMware ESX 4.1 U2 / vCenter 5.0
    16 Total Hosts
    32 Total Sockets
    512 Total Cores
    512 Total Threads
    Cisco 42.79 Cisco UCS B200 M3
    VMware ESXi 5.1 / vCenter 5.1
    8 Total Hosts
    16 Total Sockets
    128 Total Cores
    256 Total Threads
    O sistema HP, com 2x mais servidores, 2x mais sockets, 4x mais cores e 2x mais threads apenas consegue um score 40% superior ao sistema Cisco.