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Cisco revela principais tendências tecnológicas para 2015

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A Cisco destaca oito mudanças que marcarão a evolução do sector de TI.


No âmbito do seu evento anual Global Editors Conference, celebrado em São Francisco, a Cisco revela as principais tendências tecnológicas para 2015. As previsões  foram definidas pelo Cisco Technology Radar, um grupo formado por mais de 80 especialistas e analistas que destacam oito mudanças:

  • Tráfego de Rede Encriptado. Apenas 10% dos 1.000 milhões de páginas web encriptam o tráfego que enviam ou recebem, constituindo isto uma importante vulnerabilidade. Facebook, Twitter e Google já encriptam as suas sessões e a Internet Engineering Task Force (IETF) está a criar novos standards – como o HTTP 2.0 – com capacidade de encriptação por defeito. A Cisco trabalha com a IETF, concebendo soluções como a Elliptic Curve Cryptography, que oferece um elevado nível de encriptação com menor consumo e utilização de memória, essencial para a segurança e privacidade de dispositivos móveis e elementos da Internet of Things (IoT).
  • Simplificação da Rede. A simplificação da rede é fundamental para oferecer e tirar partido de novos e melhores serviços na Internet com menor latência. Exige-se uma abordagem de arquitetura composta por diferentes tecnologias – como o Software Defined Networking (SDN) – para tornar a rede mais programável e priorizar as aplicações; Autonomous Networking para facilitar a autoconfiguração e autogestão dos dispositivos conectados, de forma segura; e a convergência de tecnologias IP-óticas.    
  • Dynamic Spectrum Access. As tecnologias Dynamic Spectrum Access (DSA) e a evolução das diferentes regulamentações permitirão ampliar o espectro disponível de bandas – como GHz TVWS e 3.65-GHz – para dar espaço licenciado e subutilizado ao acesso à Internet sem fios que representará a maior parte do tráfego em 2016. A Cisco colaborará na estandardização de tecnologias de partilha de espectro, baseadas na geolocalização e bases de dados, rádio cognitiva ou Software-Defined Radio, que permitem aos dispositivos adaptar-se à cobertura rádio e frequências disponíveis. 
  • Segurança na Internet of Things. Com o crescimento exponencial da IoT (50.000 milhões de conexões previstos para 2020), estamos perante um crescente número de ameaças e vulnerabilidades. Muitos dispositivos – como veículos, sensores ou equipamentos médicos – vão operar em ambientes desprotegidos ou vulneráveis, exigindo por isso uma segurança maior, tanto na Cloud como no acesso da rede.
  • Contexto Preditivo. A computação consciente do contexto (Context-Aware Computing) permite às redes antecipar a informação que o utilizador vai necessitar e proporcioná-la no local e momento apropriados. A localização é uma das principais aplicações e a Cisco já está a ajudar as organizações a monitorizar os dispositivos sem fios associados aos pontos de acesso WiFi, oferecendo soluções de valor acrescentado aos seus clientes finais, por exemplo em lojas, aeroportos ou restaurantes.
  • Analítica em Tempo Real. O conjunto de tecnologias que processam dados em segundos ou minutos para a sua análise, geração de relatórios, automação de processos ou inteligência de negócio, representando uma função relevante nas redes de próxima geração. Empresas líderes estão já a integrar esta analítica em aplicações de elevado desempenho, para utilização em soluções verticais em sectores como o financeiro, os seguros, os transportes,  a videovigilância e segurança física ou as redes energéticas. A Cisco proporciona visibilidade em tempo real sobre o tráfego de rede com o software Prime Analytics, sendo o Cisco UCS a plataforma ideal para albergar e disponibilizar a necessária capacidade de processamento para aplicações de análise em tempo real.
  • Colaboração Baseada no Navegador Web. A WebRTC, a última evolução de HTML5, é uma API aberta que facilita a colaboração na web sem a necessidade de instalar plugins. Com a integração de comunicações em tempo real nos browsers, a WebRTC permitirá a utilização de aplicações de voz, vídeo e dados de uma forma tão simples como abrir páginas web. A Cisco está a contribuir na standardização da WebRTC e no desenvolvimento de código para Mozilla e Google, utilizando já esses desenvolvimentos nas suas soluções Jabber e WebEx.  
  • Fog Computing. O Fog Computing leva o Cloud Computing até ao extremo da rede (a Cloud transforma-se em nevoeiro) para proporcionar serviços de computação, armazenamento e comunicação entre os dispositivos ligados e os centros de dados. O Fog Computing é fundamental para as aplicações da IoE, como a distribuição energética inteligente, ou os semáforos inteligentes, que exigem soluções com características de mobilidade, geolocalização, baixa latência e interações em tempo real para processar os dados em movimento. A plataforma Cisco IOx permite integrar e gerir aplicações de software diretamente em routers, switches ou câmaras IP especialmente preparados para ambientes industriais.

Declarações de Apoio

  • António Feijão, SE Manager na Cisco Portugal: “O nosso mundo está a mudar mais depressa do que imaginamos. As transições tecnológicas acontecem agora no espaço de meses, em vez de levarem anos, desde a Cloud ao vídeo ou à programação de rede. Procurando antecipar-se a estas transições, a Cisco aposta na inovação, colaborando com outras empresas e organismos da indústria, adquirindo empresas com tecnologias complementares e disruptivas e investindo cerca de 6.000 milhões de dólares anuais em I+D. Nesta abordagem tripla, o Cisco Tecnology Radar é um pilar chave na hora de identificar as tendências e desenvolver as tecnologias capazes de transformar a forma como trabalhamos, vivemos, aprendemos e nos divertimos.”